Proverbiorum
Chapter 26
Clementine Vulgate, 1598
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Proverbiorum 26

Clementine Vulgate, 1598
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
1[Quomodo nix in æstate, et pluviæ in messe, sic indecens est stulto gloria.
1Como a neve no verão, e como a chuva na colheita, assim a honra não convém ao tolo.
2Sicut avis ad alia transvolans, et passer quolibet vadens, sic maledictum frustra prolatum in quempiam superveniet.
2Como o pardal que voa sem rumo, como a andorinha que esvoaça, assim a maldição sem motivo não encontra repouso.
3Flagellum equo, et camus asino, et virga in dorso imprudentium.
3O chicote é para o cavalo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos tolos!
4Ne respondeas stulto juxta stultitiam suam, ne efficiaris ei similis.
4Não responda ao tolo segundo a sua estultícia, para que você também não se torne semelhante a ele.
5Responde stulto juxta stultitiam suam, ne sibi sapiens esse videatur.
5Responda ao tolo segundo a sua estultícia, para que ele não seja sábio aos seus próprios olhos.
6Claudus pedibus, et iniquitatem bibens, qui mittit verba per nuntium stultum.
6Aquele que envia uma mensagem pelas mãos de um tolo está cortando os próprios pés e bebendo a violência.
7Quomodo pulchras frustra habet claudus tibias, sic indecens est in ore stultorum parabola.
7Como as pernas do coxo que pendem frouxas, assim é o provérbio na boca dos tolos.
8Sicut qui mittit lapidem in acervum Mercurii, ita qui tribuit insipienti honorem.
8Como aquele que amarra uma pedra na funda, assim é aquele que dá honra a um tolo.
9Quomodo si spina nascatur in manu temulenti, sic parabola in ore stultorum.
9Como um espinheiro que entra na mão de um bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
10Judicium determinat causas, et qui imponit stulto silentium iras mitigat.
10Como um arqueiro que fere a todos, assim é aquele que contrata um tolo ou aquele que contrata os que passam.
11Sicut canis qui revertitur ad vomitum suum, sic imprudens qui iterat stultitiam suam.
11Como o cachorro que volta ao seu vômito, assim é o tolo que repete a sua estultícia.
12Vidisti hominem sapientem sibi videri? magis illo spem habebit insipiens.]
12Você vê um homem sábio aos seus próprios olhos? Há mais esperança para um tolo do que para ele.
13[Dicit piger: Leo est in via, et leæna in itineribus.
13O preguiçoso diz: “Há um leão no caminho! Um leão feroz ronda as ruas!”
14Sicut ostium vertitur in cardine suo, ita piger in lectulo suo.
14Como a porta gira em suas dobradiças, assim faz o preguiçoso na sua cama.
15Abscondit piger manum sub ascella sua, et laborat si ad os suum eam converterit.
15O preguiçoso esconde a mão no prato. Ele tem preguiça demais para levá-la de volta à boca.
16Sapientior sibi piger videtur septem viris loquentibus sententias.]
16O preguiçoso é mais sábio aos seus próprios olhos do que sete homens que respondem com discrição.
17[Sicut qui apprehendit auribus canem, sic qui transit impatiens et commiscetur rixæ alterius.
17Como quem agarra as orelhas de um cachorro é aquele que passa e se intromete em uma contenda que não é sua.
18Sicut noxius est qui mittit sagittas et lanceas in mortem,
18Como um louco que atira tochas, flechas e morte,
19ita vir fraudulenter nocet amico suo, et cum fuerit deprehensus dicit: Ludens feci.
19é o homem que engana o seu próximo e diz: “Eu não estava apenas brincando?”
20Cum defecerint ligna extinguetur ignis, et susurrone subtracto, jurgia conquiescent.
20Por falta de lenha o fogo se apaga. Sem o fofoqueiro, a contenda se acalma.
21Sicut carbones ad prunas, et ligna ad ignem, sic homo iracundus suscitat rixas.
21Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem briguento para acender contendas.
22Verba susurronis quasi simplicia, et ipsa perveniunt ad intima ventris.
22As palavras do fofoqueiro são como petiscos deliciosos, elas descem até o íntimo do ser.
23Quomodo si argento sordido ornare velis vas fictile, sic labia tumentia cum pessimo corde sociata.
23Como escória de prata sobre um vaso de barro são os lábios fervorosos com um coração mau.
24Labiis suis intelligitur inimicus, cum in corde tractaverit dolos.
24O homem malicioso se disfarça com os seus lábios, mas abriga o mal no seu coração.
25Quando submiserit vocem suam, ne credideris ei, quoniam septem nequitiæ sunt in corde illius.
25Quando a sua fala for encantadora, não acredite nele, pois há sete abominações no seu coração.
26Qui operit odium fraudulenter, revelabitur malitia ejus in consilio.
26A sua malícia pode ser ocultada pelo engano, mas a sua maldade será exposta na congregação.
27Qui fodit foveam incidet in eam, et qui volvit lapidem revertetur ad eum.
27Quem cava uma cova cairá nela. Quem rola uma pedra, ela voltará sobre ele.
28Lingua fallax non amat veritatem, et os lubricum operatur ruinas.]
28A língua mentirosa odeia aqueles a quem fere; e a boca lisonjeira provoca a ruína.

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