Proverbiorum 6
Clementine Vulgate, 1598Translation
Clementine Vulgate, 1598
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
1[Fili mi, si spoponderis pro amico tuo, defixisti apud extraneum manum tuam:
1Meu filho, se você serviu de fiador para o seu próximo, se você apertou as mãos em penhor por um estranho,
2illaqueatus es verbis oris tui, et captus propriis sermonibus.
2você está preso pelas palavras da sua boca; você foi enlaçado pelas palavras da sua boca.
3Fac ergo quod dico, fili mi, et temetipsum libera, quia incidisti in manum proximi tui. Discurre, festina, suscita amicum tuum.
3Faça isto agora, meu filho, e livre-se, visto que você caiu nas mãos do seu próximo. Vá, humilhe-se. Insista com o seu próximo.
4Ne dederis somnum oculis tuis, nec dormitent palpebræ tuæ.
4Não dê sono aos seus olhos, nem cochilo às suas pálpebras.
5Eruere quasi damula de manu, et quasi avis de manu aucupis.]
5Livre-se, como a gazela da mão do caçador, como a ave da armadilha do passarinheiro.
6[Vade ad formicam, o piger, et considera vias ejus, et disce sapientiam.
6Vá ter com a formiga, seu preguiçoso. Considere os caminhos dela, e seja sábio;
7Quæ cum non habeat ducem, nec præceptorem, nec principem,
7a qual não tem chefe, feitor, nem governador,
8parat in æstate cibum sibi, et congregat in messe quod comedat.
8providencia o seu pão no verão, e ajunta o seu alimento na colheita.
9Usquequo, piger, dormies? quando consurges e somno tuo?
9Até quando você vai dormir, preguiçoso? Quando você se levantará do seu sono?
10Paululum dormies, paululum dormitabis, paululum conseres manus ut dormias;
10Um pouco de sono, um pouco de cochilo, um pouco de cruzar as mãos para dormir—
11et veniet tibi quasi viator egestas, et pauperies quasi vir armatus. Si vero impiger fueris, veniet ut fons messis tua, et egestas longe fugiet a te.]
11assim a sua pobreza virá como um assaltante, e a sua escassez como um homem armado.
12[Homo apostata, vir inutilis, graditur ore perverso;
12A pessoa inútil, o homem iníquo, é aquele que anda com a boca perversa,
13annuit oculis, terit pede, digito loquitur,
13que pisca os olhos, que faz sinais com os pés, que aponta com os dedos,
14pravo corde machinatur malum, et omni tempore jurgia seminat.
14em cujo coração há perversidade, que planeja o mal continuamente, que sempre semeia discórdia.
15Huic extemplo veniet perditio sua, et subito conteretur, nec habebit ultra medicinam.]
15Portanto, a sua calamidade virá de repente. Ele será quebrado de repente, e isso sem remédio.
16[Sex sunt quæ odit Dominus, et septimum detestatur anima ejus:
16Há seis coisas que o SENHOR odeia; sim, sete que são uma abominação para ele:
17oculos sublimes, linguam mendacem, manus effundentes innoxium sanguinem,
17olhos arrogantes, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
18cor machinans cogitationes pessimas, pedes veloces ad currendum in malum,
18um coração que planeja esquemas perversos, pés que se apressam em correr para o mal,
19proferentem mendacia testem fallacem, et eum qui seminat inter fratres discordias.]
19uma falsa testemunha que profere mentiras, e aquele que semeia discórdia entre irmãos.
20[Conserva, fili mi, præcepta patris tui, et ne dimittas legem matris tuæ.
20Meu filho, guarde o mandamento do seu pai, e não abandone o ensino da sua mãe.
21Liga ea in corde tuo jugiter, et circumda gutturi tuo.
21Amarre-os continuamente no seu coração. Ate-os ao redor do seu pescoço.
22Cum ambulaveris, gradiantur tecum; cum dormieris, custodiant te: et evigilans loquere cum eis.
22Quando você andar, isso o guiará. Quando você dormir, isso o protegerá. Quando você acordar, falará com você.
23Quia mandatum lucerna est, et lex lux, et via vitæ increpatio disciplinæ:
23Pois o mandamento é uma lâmpada, e a lei é luz. As repreensões da instrução são o caminho da vida,
24ut custodiant te a muliere mala, et a blanda lingua extraneæ.
24para guardá-lo da mulher imoral, das lisonjas da língua da esposa rebelde.
25Non concupiscat pulchritudinem ejus cor tuum, nec capiaris nutibus illius:
25Não cobice a beleza dela no seu coração, nem deixe que ela o cative com as suas pálpebras.
26pretium enim scorti vix est unius panis, mulier autem viri pretiosam animam capit.
26Pois uma prostituta o reduz a um pedaço de pão. A adúltera caça a sua vida preciosa.
27Numquid potest homo abscondere ignem in sinu suo, ut vestimenta illius non ardeant?
27Pode um homem colocar fogo no seu colo, e as suas roupas não se queimarem?
28aut ambulare super prunas, ut non comburantur plantæ ejus?
28Ou pode alguém andar sobre brasas, e os seus pés não se queimarem?
29sic qui ingreditur ad mulierem proximi sui, non erit mundus cum tetigerit eam.
29Assim é aquele que se deita com a esposa do seu próximo. Quem quer que a toque não ficará impune.
30Non grandis est culpa cum quis furatus fuerit: furatur enim ut esurientem impleat animam;
30Os homens não desprezam o ladrão se ele rouba para saciar a fome,
31deprehensus quoque reddet septuplum, et omnem substantiam domus suæ tradet.
31mas se for pego, deverá restituir sete vezes. Ele entregará todos os bens da sua casa.
32Qui autem adulter est, propter cordis inopiam perdet animam suam;
32Aquele que comete adultério com uma mulher é falto de entendimento. Aquele que faz isso destrói a sua própria alma.
33turpitudinem et ignominiam congregat sibi, et opprobrium illius non delebitur:
33Ele receberá feridas e desonra. A sua vergonha não será apagada.
34quia zelus et furor viri non parcet in die vindictæ,
34Pois o ciúme desperta a fúria do marido. Ele não poupará no dia da vingança.
35nec acquiescet cujusquam precibus, nec suscipiet pro redemptione dona plurima.]
35Ele não aceitará nenhum resgate, nem se contentará, ainda que você lhe dê muitos presentes.
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