Proverbiorum
Chapter 27
Clementine Vulgate, 1598
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Proverbiorum 27

Clementine Vulgate, 1598
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
1[Ne glorieris in crastinum, ignorans quid superventura pariat dies.
1Não se gabe do dia de amanhã; pois você não sabe o que um dia trará.
2Laudet te alienus, et non os tuum; extraneus, et non labia tua.
2Que outro homem o elogie, e não a sua própria boca; um estranho, e não os seus próprios lábios.
3Grave est saxum, et onerosa arena, sed ira stulti utroque gravior.
3A pedra é pesada, e a areia é um fardo; mas a provocação de um tolo é mais pesada do que ambas.
4Ira non habet misericordiam nec erumpens furor, et impetum concitati ferre quis poterit?
4O furor é cruel, e a ira é avassaladora; mas quem é capaz de resistir diante do ciúme?
5Melior est manifesta correptio quam amor absconditus.
5Melhor é a repreensão aberta do que o amor oculto.
6Meliora sunt vulnera diligentis quam fraudulenta oscula odientis.
6As feridas feitas por um amigo são fiéis, embora os beijos de um inimigo sejam profusos.
7Anima saturata calcabit favum, et anima esuriens etiam amarum pro dulci sumet.
7A alma farta recusa o favo de mel; mas para a alma faminta, qualquer coisa amarga é doce.
8Sicut avis transmigrans de nido suo, sic vir qui derelinquit locum suum.
8Como a ave que vagueia para longe do seu ninho, assim é o homem que vagueia para longe do seu lar.
9Unguento et variis odoribus delectatur cor, et bonis amici consiliis anima dulcoratur.]
9O perfume e o incenso trazem alegria ao coração; assim o faz o conselho sincero do amigo de um homem.
10[Amicum tuum et amicum patris tui ne dimiseris, et domum fratris tui ne ingrediaris in die afflictionis tuæ. Melior est vicinus juxta quam frater procul.
10Não abandone o seu amigo nem o amigo do seu pai. Não vá à casa do seu irmão no dia do seu infortúnio. Um vizinho que está perto é melhor do que um irmão distante.
11Stude sapientiæ, fili mi, et lætifica cor meum, ut possis exprobranti respondere sermonem.
11Seja sábio, meu filho, e traga alegria ao meu coração, então poderei responder àquele que me atormenta.
12Astutus videns malum, absconditus est: parvuli transeuntes sustinuerunt dispendia.
12O homem prudente vê o perigo e busca refúgio; mas os simples passam adiante, e sofrem as consequências.
13Tolle vestimentum ejus qui spopondit pro extraneo, et pro alienis aufer ei pignus.
13Tome-se a roupa daquele que serve de fiador para um estranho. E que seja retida como penhor por causa da mulher imoral!
14Qui benedicit proximo suo voce grandi, de nocte consurgens maledicenti similis erit.
14Aquele que abençoa o seu próximo em alta voz de manhã cedo, isso lhe será tido como maldição.
15Tecta perstillantia in die frigoris et litigiosa mulier comparantur.
15Uma goteira contínua num dia chuvoso e uma esposa briguenta são semelhantes:
16Qui retinet eam quasi qui ventum teneat, et oleum dexteræ suæ vocabit.
16contê-la é como conter o vento, ou como segurar óleo na mão direita.
17Ferrum ferro exacuitur, et homo exacuit faciem amici sui.
17O ferro afia o ferro; assim o homem afia o rosto do seu amigo.
18Qui servat ficum comedet fructus ejus, et qui custos est domini sui glorificabitur.
18Quem cuida da figueira comerá do seu fruto. Aquele que cuida do seu senhor será honrado.
19Quomodo in aquis resplendent vultus prospicientium, sic corda hominum manifesta sunt prudentibus.
19Assim como a água reflete o rosto, assim o coração do homem reflete o homem.
20Infernus et perditio numquam implentur: similiter et oculi hominum insatiabiles.
20O Seol e a Destruição nunca se fartam; e os olhos do homem nunca se satisfazem.
21Quomodo probatur in conflatorio argentum et in fornace aurum, sic probatur homo ore laudantis. Cor iniqui inquirit mala, cor autem rectum inquirit scientiam.
21O crisol é para a prata, e o forno para o ouro; mas o homem é provado pelos louvores que recebe.
22Si contuderis stultum in pila quasi ptisanas feriente desuper pilo, non auferetur ab eo stultitia ejus.]
22Ainda que você soque um tolo num pilão com um socador junto com os grãos, a sua estultícia não se afastará dele.
23[Diligenter agnosce vultum pecoris tui, tuosque greges considera:
23Conheça bem o estado dos seus rebanhos, e preste atenção ao seu gado,
24non enim habebis jugiter potestatem, sed corona tribuetur in generationem et generationem.
24pois as riquezas não duram para sempre, nem a coroa permanece por todas as gerações.
25Aperta sunt prata, et apparuerunt herbæ virentes, et collecta sunt fœna de montibus.
25Quando o feno é removido, e o novo broto aparece, e as ervas das colinas são recolhidas;
26Agni ad vestimentum tuum, et hædi ad agri pretium.
26os cordeiros fornecerão as suas roupas, e os bodes o preço de um campo.
27Sufficiat tibi lac caprarum in cibos tuos, et in necessaria domus tuæ, et ad victum ancillis tuis.]
27Haverá fartura de leite de cabra para a sua alimentação, para o sustento da sua família, e para o sustento das suas servas.

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