Proverbiorum
Chapter 30
Clementine Vulgate, 1598
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Proverbiorum 30

Clementine Vulgate, 1598
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
1Verba Congregantis, filii Vomentis. Visio quam locutus est vir cum quo est Deus, et qui Deo secum morante confortatus, ait:
1As palavras de Agur, filho de Jaque, o oráculo: o homem diz a Itiel, a Itiel e a Ucal:
2[Stultissimus sum virorum, et sapientia hominum non est mecum.
2“Certamente eu sou o mais ignorante dos homens, e não tenho o entendimento de um homem.
3Non didici sapientiam, et non novi scientiam sanctorum.
3Não aprendi a sabedoria, nem possuo o conhecimento do Santo.
4Quis ascendit in cælum, atque descendit? quis continuit spiritum in manibus suis? quis colligavit aquas quasi in vestimento? quis suscitavit omnes terminos terræ? quod nomen est ejus, et quod nomen filii ejus, si nosti?
4Quem subiu aos céus e desceu? Quem reuniu o vento em seus punhos? Quem amarrou as águas na sua veste? Quem estabeleceu todos os confins da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome do seu filho, se é que você sabe?
5Omnis sermo Dei ignitus: clypeus est sperantibus in se.
5“Toda palavra de Deus é pura. Ele é um escudo para os que nele se refugiam.
6Ne addas quidquam verbis illius, et arguaris, inveniarisque mendax.
6Não acrescente nada às suas palavras, para que ele não o repreenda, e você seja achado mentiroso.
7Duo rogavi te: ne deneges mihi antequam moriar:
7“Duas coisas te pedi. Não as negues a mim antes que eu morra.
8vanitatem et verba mendacia longe fac a me; mendicitatem et divitias ne dederis mihi: tribue tantum victui meo necessaria,
8Afasta para longe de mim a falsidade e a mentira. Não me dês nem a pobreza nem as riquezas. Alimenta-me com a porção de pão que me é necessária,
9ne forte satiatus illiciar ad negandum, et dicam: Quis est Dominus? aut egestate compulsus, furer, et perjurem nomen Dei mei.
9para que eu não me farte, e te negue, e diga: ‘Quem é o SENHOR?’ ou para que não empobreça, e roube, e assim profane o nome do meu Deus.
10Ne accuses servum ad dominum suum, ne forte maledicat tibi, et corruas.]
10“Não calunie o servo perante o seu senhor, para que ele não o amaldiçoe, e você seja considerado culpado.
11[Generatio quæ patri suo maledicit, et quæ matri suæ non benedicit;
11Há uma geração que amaldiçoa o seu pai, e não abençoa a sua mãe.
12generatio quæ sibi munda videtur, et tamen non est lota a sordibus suis;
12Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, mas que não foi lavada da sua imundícia.
13generatio cujus excelsi sunt oculi, et palpebræ ejus in alta surrectæ;
13Há uma geração, oh quão altivos são os seus olhos! As suas pálpebras estão sempre erguidas.
14generatio quæ pro dentibus gladios habet, et commandit molaribus suis, ut comedat inopes de terra, et pauperes ex hominibus.
14Há uma geração cujos dentes são como espadas, e as suas mandíbulas como facas, para devorar da terra os pobres, e os necessitados dentre os homens.
15Sanguisugæ duæ sunt filiæ, dicentes: Affer, affer. Tria sunt insaturabilia, et quartum quod numquam dicit: Sufficit.
15“A sanguessuga tem duas filhas: ‘Dá, dá.’ “Há três coisas que nunca se fartam; quatro que nunca dizem: ‘Basta!’:
16Infernus, et os vulvæ, et terra quæ non satiatur aqua: ignis vero numquam dicit: Sufficit.
16O Seol, o ventre estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz: ‘Basta!’
17Oculum qui subsannat patrem, et qui despicit partum matris suæ, effodiant eum corvi de torrentibus, et comedant eum filii aquilæ !]
17“O olho que zomba do seu pai, e despreza a obediência à sua mãe, os corvos do vale o arrancarão, e as águias novas o devorarão.
18[Tria sunt difficilia mihi, et quartum penitus ignoro:
18“Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, quatro que não consigo entender:
19viam aquilæ in cælo, viam colubri super petram, viam navis in medio mari, et viam viri in adolescentia.
19O caminho da águia no ar, o caminho da serpente sobre a rocha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com a donzela.
20Talis est et via mulieris adulteræ, quæ comedit, et tergens os suum dicit: Non sum operata malum.
20“Assim é o caminho da mulher adúltera: Ela come e limpa a sua boca, e diz: ‘Não fiz nada de errado.’
21Per tria movetur terra, et quartum non potest sustinere:
21“Por três coisas a terra treme, e por quatro, não pode suportar:
22per servum, cum regnaverit; per stultum, cum saturatus fuerit cibo;
22Pelo servo quando se torna rei, pelo tolo quando se farta de comida,
23per odiosam mulierem, cum in matrimonio fuerit assumpta; et per ancillam, cum fuerit hæres dominæ suæ.]
23pela mulher não amada quando se casa, e pela serva que se torna herdeira da sua senhora.
24[Quatuor sunt minima terræ, et ipsa sunt sapientiora sapientibus:
24“Há quatro coisas que são pequenas na terra, mas são extremamente sábias:
25formicæ, populus infirmus, qui præparat in messe cibum sibi;
25As formigas não são um povo forte, contudo providenciam a sua comida no verão.
26lepusculus, plebs invalida, qui collocat in petra cubile suum;
26Os arganazes são um povo fraco, contudo constroem as suas casas nas rochas.
27regem locusta non habet, et egreditur universa per turmas suas;
27Os gafanhotos não têm rei, contudo marcham em fileiras.
28stellio manibus nititur, et moratur in ædibus regis.
28O lagarto você pode pegar com as mãos, contudo ele está nos palácios dos reis.
29Tria sunt quæ bene gradiuntur, et quartum quod incedit feliciter:
29“Há três coisas que são majestosas no seu andar, quatro que têm passos majestosos:
30leo, fortissimus bestiarum, ad nullius pavebit occursum;
30O leão, que é o mais forte entre os animais, e não recua diante de nenhum;
31gallus succinctus lumbos; et aries; nec est rex, qui resistat ei.
31o galgo; o bode; e o rei contra quem não há rebelião.
32Est qui stultus apparuit postquam elevatus est in sublime; si enim intellexisset, ori suo imposuisset manum.
32“Se você agiu como tolo ao exaltar a si mesmo, ou se você planejou o mal, ponha a mão sobre a sua boca.
33Qui autem fortiter premit ubera ad eliciendum lac exprimit butyrum; et qui vehementer emungit elicit sanguinem; et qui provocat iras producit discordias.]
33Pois assim como o bater do leite produz manteiga, e o torcer do nariz produz sangue, assim o provocar a ira produz contendas.”

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