Jó
Chapter 7
Bíblia Portuguesa Mundia…
vs Clementine Vulgate…
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Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1“Não é o homem forçado a trabalhar na terra? Não são os seus dias como os dias de um trabalhador contratado?
1[Militia est vita hominis super terram, et sicut dies mercenarii dies ejus.
2Como um servo que anseia pela sombra, como um trabalhador contratado que espera pelo seu salário,
2Sicut servus desiderat umbram, et sicut mercenarius præstolatur finem operis sui,
3assim recebi por herança meses de miséria, e noites de aflição me foram destinadas.
3sic et ego habui menses vacuos, et noctes laboriosas enumeravi mihi.
4Quando me deito, eu digo: 'Quando me levantarei, e a noite terá fim?' Eu me reviro de um lado para o outro até o amanhecer.
4Si dormiero, dicam: Quando consurgam? et rursum expectabo vesperam, et replebor doloribus usque ad tenebras.
5Minha carne está vestida de vermes e torrões de pó. Minha pele se fecha, e racha novamente.
5Induta est caro mea putredine, et sordibus pulveris cutis mea aruit et contracta est.
6Meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e se consomem sem esperança.
6Dies mei velocius transierunt quam a texente tela succiditur, et consumpti sunt absque ulla spe.
7Oh, lembre-se de que minha vida é um sopro. Meus olhos não voltarão a ver o bem.
7Memento quia ventus est vita mea, et non revertetur oculus meus ut videat bona.
8O olho daquele que me vê não me verá mais. Seus olhos estarão sobre mim, mas eu já não existirei.
8Nec aspiciet me visus hominis; oculi tui in me, et non subsistam.
9Assim como a nuvem se desfaz e desaparece, assim aquele que desce ao Seol não subirá mais.
9Sicut consumitur nubes, et pertransit, sic qui descenderit ad inferos, non ascendet.
10Ele não voltará mais para a sua casa, e o seu lugar não o conhecerá mais.
10Nec revertetur ultra in domum suam, neque cognoscet eum amplius locus ejus.
11“Portanto, não ficarei calado. Falarei na angústia do meu espírito. Me queixarei na amargura da minha alma.
11Quapropter et ego non parcam ori meo: loquar in tribulatione spiritus mei; confabulabor cum amaritudine animæ meæ.
12Sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que você coloque um guarda sobre mim?
12Numquid mare ego sum, aut cetus, quia circumdedisti me carcere?
13Quando digo: 'Minha cama me consolará. Meu leito aliviará a minha queixa',
13Si dixero: Consolabitur me lectulus meus, et relevabor loquens mecum in strato meo:
14então você me assusta com sonhos e me aterroriza com visões,
14terrebis me per somnia, et per visiones horrore concuties.
15de modo que a minha alma escolhe o estrangulamento, e a morte em vez dos meus ossos.
15Quam ob rem elegit suspendium anima mea, et mortem ossa mea.
16Eu detesto a minha vida. Não quero viver para sempre. Deixe-me em paz, pois os meus dias são apenas um sopro.
16Desperavi: nequaquam ultra jam vivam: parce mihi, nihil enim sunt dies mei.
17O que é o homem, para que você o engrandeça, para que você fixe nele a sua atenção,
17Quid est homo, quia magnificas eum? aut quid apponis erga eum cor tuum?
18para que você o visite a cada manhã, e o prove a cada momento?
18Visitas eum diluculo, et subito probas illum.
19Até quando você não desviará de mim o olhar, nem me deixará em paz até que eu engula a minha saliva?
19Usquequo non parcis mihi, nec dimittis me ut glutiam salivam meam?
20Se pequei, o que faço a você, ó observador dos homens? Por que você me colocou como seu alvo, de modo que me tornei um fardo para mim mesmo?
20Peccavi; quid faciam tibi, o custos hominum? quare posuisti me contrarium tibi, et factus sum mihimetipsi gravis?
21Por que você não perdoa a minha desobediência, e não tira a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó. Você me buscará diligentemente, mas eu já não existirei.”
21Cur non tollis peccatum meum, et quare non aufers iniquitatem meam? ecce nunc in pulvere dormiam, et si mane me quæsieris, non subsistam.]

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