Isaías 1
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1A visão de Isaías, filho de Amoz, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá.
1Visio Isaiæ, filii Amos, quam vidit super Judam et Jerusalem, in diebus Oziæ, Joathan, Achaz, et Ezechiæ, regum Juda.
2Ouçam, ó céus, e escute, ó terra; pois o SENHOR falou: “Criei e eduquei filhos, mas eles se rebelaram contra mim.
2[Audite, cæli, et auribus percipe, terra, quoniam Dominus locutus est. Filios enutrivi, et exaltavi; ipsi autem spreverunt me.
3O boi conhece o seu dono, e o jumento a manjedoura do seu senhor; mas Israel não conhece, o meu povo não compreende.”
3Cognovit bos possessorem suum, et asinus præsepe domini sui; Israël autem me non cognovit, et populus meus non intellexit.
4Ah, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos dados à corrupção! Eles abandonaram o SENHOR. Desprezaram o Santo de Israel. Eles se alienaram e voltaram para trás.
4Væ genti peccatrici, populo gravi iniquitate, semini nequam, filiis sceleratis ! dereliquerunt Dominum; blasphemaverunt Sanctum Israël; abalienati sunt retrorsum.
5Por que vocês deveriam ser castigados ainda mais, para que continuem a se rebelar cada vez mais? Toda a cabeça está doente, e todo o coração está fraco.
5Super quo percutiam vos ultra, addentes prævaricationem? omne caput languidum, et omne cor mœrens.
6Desde a sola do pé até a cabeça não há nada são nele, apenas feridas, contusões e chagas abertas. Elas não foram fechadas, nem enfaixadas, nem aliviadas com óleo.
6A planta pedis usque ad verticem, non est in eo sanitas; vulnus, et livor, et plaga tumens, non est circumligata, nec curata medicamine, neque fota oleo.
7O país de vocês está desolado. Suas cidades foram queimadas a fogo. Estrangeiros devoram a sua terra na presença de vocês, e ela está desolada, como se tivesse sido destruída por estrangeiros.
7Terra vestra deserta; civitates vestræ succensæ igni: regionem vestram coram vobis alieni devorant, et desolabitur sicut in vastitate hostili.
8A filha de Sião foi deixada como um abrigo na vinha, como uma cabana em um campo de melões, como uma cidade sitiada.
8Et derelinquetur filia Sion ut umbraculum in vinea, et sicut tugurium in cucumerario, et sicut civitas quæ vastatur.
9Se o SENHOR dos Exércitos não nos tivesse deixado um remanescente muito pequeno, nós teríamos sido como Sodoma. Nós teríamos sido como Gomorra.
9Nisi Dominus exercituum reliquisset nobis semen, quasi Sodoma fuissemus, et quasi Gomorrha similes essemus.
10Ouçam a palavra do SENHOR, vocês, governantes de Sodoma! Escutem a lei do nosso Deus, vocês, povo de Gomorra!
10Audite verbum Domini, principes Sodomorum; percipite auribus legem Dei nostri, populus Gomorrhæ.
11“De que me serve a multidão dos seus sacrifícios?”, diz o SENHOR. “Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais engordados. Não tenho prazer no sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.
11Quo mihi multitudinem victimarum vestrarum? dicit Dominus. Plenus sum: holocausta arietum, et adipem pinguium, et sanguinem vitulorum et agnorum et hircorum, nolui.
12Quando vocês vêm comparecer perante mim, quem exigiu isso das suas mãos, que pisem os meus átrios?
12Cum veniretis ante conspectum meum, quis quæsivit hæc de manibus vestris, ut ambularetis in atriis meis?
13Não tragam mais ofertas vãs. O incenso é uma abominação para mim. Luas novas, sábados e convocações— não suporto assembleias iníquas.
13Ne offeratis ultra sacrificium frustra: incensum abominatio est mihi. Neomeniam et sabbatum, et festivitates alias, non feram; iniqui sunt cœtus vestri.
14A minha alma odeia as suas Luas Novas e as suas festas fixas. Elas são um peso para mim. Estou cansado de suportá-las.
14Calendas vestras, et solemnitates vestras odivit anima mea: facta sunt mihi molesta; laboravi sustinens.
15Quando vocês estenderem as mãos, esconderei os meus olhos de vocês. Sim, quando fizerem muitas orações, eu não ouvirei. As suas mãos estão cheias de sangue.
15Et cum extenderitis manus vestras, avertam oculos meos a vobis, et cum multiplicaveritis orationem, non exaudiam: manus enim vestræ sanguine plenæ sunt.
16Lavem-se. Purifiquem-se. Tirem a maldade das suas ações de diante dos meus olhos. Cessem de fazer o mal.
16Lavamini, mundi estote; auferte malum cogitationum vestrarum ab oculis meis: quiescite agere perverse,
17Aprendam a fazer o bem. Busquem a justiça. Socorram o oprimido. Defendam o órfão. Pleiteiem a causa da viúva.”
17discite benefacere; quærite judicium, subvenite oppresso, judicate pupillo, defendite viduam.]
18“Venham agora, e vamos argumentar juntos”, diz o SENHOR: “Ainda que os seus pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve. Ainda que sejam vermelhos como o carmesim, eles se tornarão como a lã.
18[Et venite, et arguite me, dicit Dominus. Si fuerint peccata vestra ut coccinum, quasi nix dealbabuntur; et si fuerint rubra quasi vermiculus, velut lana alba erunt.
19Se vocês estiverem dispostos e obedecerem, comerão o melhor da terra;
19Si volueritis, et audieritis me, bona terræ comeditis.
20mas se recusarem e se rebelarem, serão devorados pela espada; pois a boca do SENHOR o disse.”
20Quod si nolueritis, et me ad iracundiam provocaveritis, gladius devorabit vos, quia os Domini locutum est.
21Como a cidade fiel se tornou uma prostituta! Ela era cheia de justiça. A retidão habitava nela, mas agora há assassinos.
21Quomodo facta est meretrix civitas fidelis, plena judicii? justitia habitavit in ea, nunc autem homicidæ.
22A sua prata se tornou escória, o seu vinho foi misturado com água.
22Argentum tuum versum est in scoriam; vinum tuum mistum est aqua.
23Os seus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões. Todos amam o suborno e correm atrás de recompensas. Eles não defendem o órfão, nem a causa da viúva chega até eles.
23Principes tui infideles, socii furum. Omnes diligunt munera, sequuntur retributiones. Pupillo non judicant, et causa viduæ non ingreditur ad illos.
24Portanto, o Senhor, DEUS dos Exércitos, o Poderoso de Israel, diz: “Ah, eu me aliviarei dos meus adversários, e me vingarei dos meus inimigos.
24Propter hoc ait Dominus, Deus exercituum, Fortis Israël: Heu ! consolabor super hostibus meis, et vindicabor de inimicis meis.
25Voltarei a minha mão contra você, purificarei completamente a sua escória, e removerei todo o seu estanho.
25Et convertam manum meam ad te, et excoquam ad puram scoriam tuam, et auferam omne stannum tuum.
26Restaurarei os seus juízes como no princípio, e os seus conselheiros como no começo. Depois disso, você será chamada 'A cidade de justiça, uma cidade fiel'.”
26Et restituam judices tuos ut fuerunt prius, et consiliarios tuos sicut antiquitus; post hæc vocaberis civitas justi, urbs fidelis.
27Sião será redimida com justiça, e os seus convertidos com retidão.
27Sion in judicio redimetur, et reducent eam in justitia.
28Mas a destruição dos transgressores e dos pecadores será conjunta, e aqueles que abandonam o SENHOR serão consumidos.
28Et conteret scelestos, et peccatores simul; et qui dereliquerunt Dominum consumentur.
29Pois eles se envergonharão dos carvalhos que vocês desejaram, e vocês serão confundidos por causa dos jardins que escolheram.
29Confundentur enim ab idolis quibus sacrificaverunt, et erubescetis super hortis quos elegeratis,
30Pois vocês serão como um carvalho cujas folhas murcham, e como um jardim que não tem água.
30cum fueritis velut quercus defluentibus foliis, et velut hortus absque aqua.
31O forte será como estopa, e a sua obra como uma faísca. Ambos queimarão juntos, e ninguém os apagará.”
31Et erit fortitudo vestra ut favilla stuppæ, et opus vestrum quasi scintilla, et succendetur utrumque simul, et non erit qui extinguat.]
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