Isaías 36
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1No décimo quarto ano do rei Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de Judá e as capturou.
1Et factum est in quartodecimo anno regis Ezechiæ, ascendit Sennacherib, rex Assyriorum, super omnes civitates Juda munitas, et cepit eas.
2O rei da Assíria enviou Rabsaqué, de Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias, com um grande exército. Ele parou junto ao aqueduto do tanque superior, na estrada do campo do lavandeiro.
2Et misit rex Assyriorum Rabsacen de Lachis in Jerusalem, ad regem Ezechiam in manu gravi: et stetit in aquæductu piscinæ superioris in via Agri fullonis.
3Então Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador do palácio, e Sebna, o escriba, e Joá, filho de Asafe, o cronista, saíram ao seu encontro.
3Et egressus est ad eum Eliacim, filius Helciæ, qui erat super domum, et Sobna scriba, et Joahe filius Asaph, a commentariis.
4Rabsaqué lhes disse: “Digam agora a Ezequias: 'Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: “Que confiança é essa na qual você se apoia?
4Et dixit ad eos Rabsaces: Dicite Ezechiæ: Hæc dicit rex magnus, rex Assyriorum: Quæ est ista fiducia qua confidis?
5Eu digo que o seu conselho e a sua força para a guerra são apenas palavras vãs. Agora, em quem você confia, para que tenha se rebelado contra mim?
5aut quo consilio vel fortitudine rebellare disponis? super quem habes fiduciam, quia recessisti a me?
6Eis que você confia no bordão deste caniço esmagado, o Egito, que, se um homem se apoiar nele, entrará em sua mão e a perfurará. Assim é o Faraó, rei do Egito, para todos os que nele confiam.
6Ecce confidis super baculum arundineum confractum istum, super Ægyptum; cui si innixus fuerit homo, intrabit in manum ejus, et perforabit eam: sic Pharao, rex Ægypti, omnibus qui confidunt in eo.
7Mas se vocês me disserem: 'Nós confiamos no SENHOR, nosso Deus', não é ele aquele cujos altos e altares Ezequias removeu, dizendo a Judá e a Jerusalém: 'Vocês adorarão diante deste altar'?”
7Quod si responderis mihi: In Domino Deo nostro confidimus; nonne ipse est cujus abstulit Ezechias excelsa et altaria, et dixit Judæ et Jerusalem: Coram altari isto adorabitis?
8Agora, portanto, por favor, faça um acordo com o meu senhor, o rei da Assíria, e eu lhe darei dois mil cavalos, se você for capaz, da sua parte, de colocar cavaleiros sobre eles.
8Et nunc trade te domino meo, regi Assyriorum, et dabo tibi duo millia equorum, nec poteris ex te præbere ascensores eorum:
9Como, então, você pode repelir um só capitão, dos menores servos do meu senhor, e colocar a sua confiança no Egito por carros e cavaleiros?
9et quomodo sustinebis faciem judicis unius loci ex servis domini mei minoribus? Quod si confidis in Ægypto, in quadrigis et in equitibus,
10Acaso subi eu agora sem o SENHOR contra esta terra para destruí-la? O SENHOR me disse: “Suba contra esta terra e destrua-a.”'”
10et nunc numquid sine Domino ascendi ad terram istam, ut disperderem eam? Dominus dixit ad me: Ascende super terram istam, et disperde eam.
11Então Eliaquim, Sebna e Joá disseram a Rabsaqué: “Por favor, fale com os seus servos em aramaico, pois nós o entendemos. Não fale conosco na língua dos judeus aos ouvidos do povo que está sobre a muralha.”
11Et dixit Eliacim, et Sobna, et Joahe, ad Rabsacen: Loquere ad servos tuos syra lingua; intelligimus enim; ne loquaris ad nos judaice in auribus populi qui est super murum.
12Mas Rabsaqué disse: “Acaso o meu senhor me enviou apenas ao seu senhor e a você, para falar estas palavras, e não aos homens que estão sentados sobre a muralha, que comerão as próprias fezes e beberão a própria urina com vocês?”
12Et dixit ad eos Rabsaces: Numquid ad dominum tuum et ad te misit me dominus meus, ut loquerer omnia verba ista? et non potius ad viros qui sedent in muro, ut comedant stercora sua, et bibant urinam pedum suorum vobiscum?
13Então Rabsaqué se pôs em pé, e clamou em alta voz na língua dos judeus, e disse: “Ouçam as palavras do grande rei, o rei da Assíria!
13Et stetit Rabsaces, et clamavit voce magna judaice, et dixit: Audite verba regis magni, regis Assyriorum !
14Assim diz o rei: 'Não deixem que Ezequias os engane; pois ele não será capaz de livrá-los.
14Hæc dicit rex: Non seducat vos Ezechias, quia non poterit eruere vos.
15Não deixem que Ezequias os faça confiar no SENHOR, dizendo: “O SENHOR certamente nos livrará. Esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.”'
15Et non vobis tribuat fiduciam Ezechias super Domino, dicens: Eruens liberabit nos Dominus: non dabitur civitas ista in manu regis Assyriorum.
16Não deem ouvidos a Ezequias, pois assim diz o rei da Assíria: 'Façam as pazes comigo e saiam a mim; e cada um de vocês comerá da sua videira, e cada um da sua figueira, e cada um de vocês beberá as águas da sua própria cisterna;
16Nolite audire Ezechiam; hæc enim dicit rex Assyriorum: Facite mecum benedictionem, et egredimini ad me, et comedite unusquisque vineam suam, et unusquisque ficum suam, et bibite unusquisque aquam cisternæ suæ,
17até que eu venha e os leve para uma terra semelhante à sua própria terra, uma terra de cereais e de vinho novo, uma terra de pão e de vinhas.
17donec veniam, et tollam vos ad terram quæ est ut terra vestra, terram frumenti et vini, terram panum et vinearum.
18Cuidado para que Ezequias não os persuada, dizendo: “O SENHOR nos livrará.” Acaso algum dos deuses das nações livrou a sua terra das mãos do rei da Assíria?
18Nec conturbet vos Ezechias, dicens: Dominus liberabit nos. Numquid liberaverunt dii gentium unusquisque terram suam de manu regis Assyriorum?
19Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Acaso eles livraram Samaria das minhas mãos?
19Ubi est deus Emath et Arphad? ubi est deus Sepharvaim? numquid liberaverunt Samariam de manu mea?
20Quem são eles dentre todos os deuses destas terras que livraram o seu país das minhas mãos, para que o SENHOR devesse livrar Jerusalém das minhas mãos?'”
20Quis est ex omnibus diis terrarum istarum qui eruerit terram suam de manu mea, ut eruat Dominus Jerusalem de manu mea?
21Mas eles permaneceram em silêncio, e não disseram nada em resposta, pois a ordem do rei era: “Não lhe respondam.”
21Et siluerunt, et non responderunt ei verbum. Mandaverat enim rex, dicens: Ne respondeatis ei.
22Então Eliaquim, filho de Hilquias, o administrador do palácio, e Sebna, o escriba, e Joá, filho de Asafe, o cronista, foram a Ezequias com as suas roupas rasgadas, e lhe relataram as palavras de Rabsaqué.
22Et ingressus est Eliacim, filius Helciæ, qui erat super domum, et Sobna scriba, et Joahe filius Asaph, a commentariis, ad Ezechiam, scissis vestibus, et nuntiaverunt ei verba Rabsacis.
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