Jó
Chapter 10
Bíblia Portuguesa Mundia…
vs Clementine Vulgate…
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Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1“Minha alma está cansada da minha vida. Darei livre curso à minha queixa. Falarei na amargura da minha alma.
1[Tædet animam meam vitæ meæ; dimittam adversum me eloquium meum: loquar in amaritudine animæ meæ.
2Direi a Deus: ‘Não me condenes. Mostra-me por que contendes comigo.
2Dicam Deo: Noli me condemnare; indica mihi cur me ita judices.
3Parece-te bem que me oprimas, que desprezes a obra das tuas mãos, e sorrias para o conselho dos ímpios?
3Numquid bonum tibi videtur, si calumnieris me, et opprimas me opus manuum tuarum, et consilium impiorum adjuves?
4Tens tu olhos de carne? Ou vês como o homem vê?
4Numquid oculi carnei tibi sunt? aut sicut videt homo, et tu videbis?
5São os teus dias como os dias dos mortais, ou os teus anos como os anos do homem,
5Numquid sicut dies hominis dies tui, et anni tui sicut humana sunt tempora,
6para que investigues a minha iniquidade, e procures o meu pecado?
6ut quæras iniquitatem meam, et peccatum meum scruteris,
7Embora saibas que não sou ímpio, não há ninguém que possa me livrar das tuas mãos.
7et scias quia nihil impium fecerim, cum sit nemo qui de manu tua possit eruere?
8“‘Tuas mãos me formaram e me modelaram por completo; contudo, tu me destróis.
8Manus tuæ fecerunt me, et plasmaverunt me totum in circuitu: et sic repente præcipitas me?
9Lembra-te, eu te peço, de que me moldaste como o barro. E agora me farás voltar ao pó?
9Memento, quæso, quod sicut lutum feceris me, et in pulverem reduces me.
10Não me derramaste como leite, e me coalhaste como queijo?
10Nonne sicut lac mulsisti me, et sicut caseum me coagulasti?
11Tu me vestiste de pele e carne, e me teceste com ossos e tendões.
11Pelle et carnibus vestisti me; ossibus et nervis compegisti me.
12Tu me concedeste vida e amor leal. O teu cuidado preservou o meu espírito.
12Vitam et misericordiam tribuisti mihi, et visitatio tua custodivit spiritum meum.
13Contudo, escondeste estas coisas no teu coração; eu sei que isto estava contigo:
13Licet hæc celes in corde tuo, tamen scio quia universorum memineris.
14se eu pecar, tu me observas, e não me absolverás da minha iniquidade.
14Si peccavi, et ad horam pepercisti mihi, cur ab iniquitate mea mundum me esse non pateris?
15Se eu for ímpio, ai de mim! Se eu for justo, ainda assim não levantarei a minha cabeça, estando farto de desonra, e consciente da minha aflição.
15Et si impius fuero, væ mihi est; et si justus, non levabo caput, saturatus afflictione et miseria.
16Se a minha cabeça se erguer, tu me caças como a um leão; e de novo mostras o teu poder contra mim.
16Et propter superbiam quasi leænam capies me, reversusque mirabiliter me crucias.
17Tu renovas as tuas testemunhas contra mim, e aumentas a tua indignação sobre mim. Mudanças e guerras me acompanham.
17Instauras testes tuos contra me, et multiplicas iram tuam adversum me, et pœnæ militant in me.
18“‘Por que, então, me tiraste do ventre? Quem dera eu tivesse expirado, e nenhum olho me tivesse visto.
18Quare de vulva eduxisti me? qui utinam consumptus essem, ne oculus me videret.
19Eu deveria ter sido como se nunca tivesse existido; deveria ter sido levado do ventre para a sepultura.
19Fuissem quasi non essem, de utero translatus ad tumulum.
20Não são poucos os meus dias? Para! Deixa-me em paz, para que eu encontre um pouco de conforto,
20Numquid non paucitas dierum meorum finietur brevi? dimitte ergo me, ut plangam paululum dolorem meum,
21antes que eu vá para o lugar de onde não voltarei, para a terra de escuridão e da sombra da morte;
21antequam vadam, et non revertar, ad terram tenebrosam, et opertam mortis caligine:
22a terra escura como a meia-noite, da sombra da morte, sem ordem alguma, onde a luz é como a meia-noite.’”
22terram miseriæ et tenebrarum, ubi umbra mortis et nullus ordo, sed sempiternus horror inhabitat.]

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