Provérbios 31
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Palavras do rei Lemuel — a revelação que a sua mãe lhe ensinou:
1Verba Lamuelis regis. Visio qua erudivit eum mater sua.
2“Ah, meu filho! Ah, filho do meu ventre! Ah, filho dos meus votos!
2[Quid, dilecte mi? quid, dilecte uteri mei? quid, dilecte votorum meorum?
3Não dê o seu vigor às mulheres, nem os seus caminhos àquilo que destrói os reis.
3Ne dederis mulieribus substantiam tuam, et divitias tuas ad delendos reges.
4Não é para os reis, ó Lemuel, não é para os reis beber vinho, nem para os príncipes dizer: ‘Onde está a bebida forte?’
4Noli regibus, o Lamuel, noli regibus dare vinum, quia nullum secretum est ubi regnat ebrietas;
5para que não bebam e se esqueçam da lei, e pervertam a justiça devida a qualquer aflito.
5et ne forte bibant, et obliviscantur judiciorum, et mutent causam filiorum pauperis.
6Dê bebida forte ao que está prestes a perecer, e vinho ao de alma amargurada.
6Date siceram mœrentibus, et vinum his qui amaro sunt animo.
7Que ele beba, e se esqueça da sua pobreza, e não se lembre mais da sua miséria.
7Bibant, et obliviscantur egestatis suæ, et doloris sui non recordentur amplius.
8Abra a sua boca em favor do mudo, na causa de todos os que foram deixados desamparados.
8Aperi os tuum muto, et causis omnium filiorum qui pertranseunt.
9Abra a sua boca, julgue com justiça, e faça justiça ao pobre e ao necessitado.”
9Aperi os tuum, decerne quod justum est, et judica inopem et pauperem.]
10Quem pode encontrar uma mulher virtuosa? Pois o seu valor excede em muito ao dos rubis.
10[Mulierem fortem quis inveniet? procul et de ultimis finibus pretium ejus.
11O coração do seu marido confia nela. Ele não terá falta de lucro.
11Confidit in ea cor viri sui, et spoliis non indigebit.
12Ela lhe faz o bem, e não o mal, todos os dias da sua vida.
12Reddet ei bonum, et non malum, omnibus diebus vitæ suæ.
13Ela busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com as suas mãos.
13Quæsivit lanam et linum, et operata est consilia manuum suarum.
14Ela é como os navios mercantes. Ela traz o seu pão de longe.
14Facta est quasi navis institoris, de longe portans panem suum.
15Ela também se levanta enquanto ainda é noite, dá alimento à sua família, e tarefas às suas servas.
15Et de nocte surrexit, deditque prædam domesticis suis, et cibaria ancillis suis.
16Ela avalia um campo e o compra. Com o fruto das suas mãos, ela planta uma vinha.
16Consideravit agrum, et emit eum; de fructu manuum suarum plantavit vineam.
17Ela cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços.
17Accinxit fortitudine lumbos suos, et roboravit brachium suum.
18Ela percebe que a sua mercadoria é lucrativa. A sua lâmpada não se apaga de noite.
18Gustavit, et vidit quia bona est negotiatio ejus; non extinguetur in nocte lucerna ejus.
19Ela estende as mãos ao fuso, e as suas mãos seguram a roca.
19Manum suam misit ad fortia, et digiti ejus apprehenderunt fusum.
20Ela abre os seus braços para o pobre; sim, ela estende as suas mãos ao necessitado.
20Manum suam aperuit inopi, et palmas suas extendit ad pauperem.
21Ela não teme a neve por causa da sua família, pois toda a sua família está vestida de escarlate.
21Non timebit domui suæ a frigoribus nivis; omnes enim domestici ejus vestiti sunt duplicibus.
22Ela faz para si cobertas de tapeçaria. A sua roupa é de linho fino e de púrpura.
22Stragulatam vestem fecit sibi; byssus et purpura indumentum ejus.
23O seu marido é respeitado nas portas da cidade, quando se assenta entre os anciãos da terra.
23Nobilis in portis vir ejus, quando sederit cum senatoribus terræ.
24Ela faz roupas de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes.
24Sindonem fecit, et vendidit, et cingulum tradidit Chananæo.
25A força e a dignidade são a sua roupa. Ela sorri diante do futuro.
25Fortitudo et decor indumentum ejus, et ridebit in die novissimo.
26Ela abre a sua boca com sabedoria. A instrução da bondade está na sua língua.
26Os suum aperuit sapientiæ, et lex clementiæ in lingua ejus.
27Ela cuida bem do andamento da sua casa, e não come o pão da preguiça.
27Consideravit semitas domus suæ, et panem otiosa non comedit.
28Os seus filhos se levantam e a chamam de bem-aventurada. O seu marido também a elogia:
28Surrexerunt filii ejus, et beatissimam prædicaverunt; vir ejus, et laudavit eam.
29“Muitas mulheres fazem coisas nobres, mas você supera a todas elas.”
29Multæ filiæ congregaverunt divitias; tu supergressa es universas.
30O encanto é enganoso, e a beleza é vã; mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.
30Fallax gratia, et vana est pulchritudo: mulier timens Dominum, ipsa laudabitur.
31Deem-lhe do fruto das suas mãos! Que as suas obras a louvem nas portas da cidade!
31Date ei de fructu manuum suarum, et laudent eam in portis opera ejus.]
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