Provérbios 25
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Estes também são provérbios de Salomão, que os homens de Ezequias, rei de Judá, copiaram.
1Hæ quoque parabolæ Salomonis, quas transtulerunt viri Ezechiæ regis Juda.
2A glória de Deus é ocultar uma coisa, mas a glória dos reis é investigar o assunto.
2[Gloria Dei est celare verbum, et gloria regum investigare sermonem.
3Como a altura dos céus, e a profundidade da terra, assim é o coração dos reis, insondável.
3Cælum sursum, et terra deorsum, et cor regum inscrutabile.
4Tire a escória da prata, e sairá material para o ourives.
4Aufer rubiginem de argento, et egredietur vas purissimum.
5Afaste o ímpio da presença do rei, e o seu trono se estabelecerá na justiça.
5Aufer impietatem de vultu regis, et firmabitur justitia thronus ejus.
6Não se exalte na presença do rei, nem reivindique um lugar entre os grandes homens;
6Ne gloriosus appareas coram rege, et in loco magnorum ne steteris.
7pois é melhor que lhe digam: “Suba para cá,” do que você ser humilhado na presença do príncipe, que os seus próprios olhos viram.
7Melius est enim ut dicatur tibi: Ascende huc, quam ut humilieris coram principe.]
8Não se apresse em levar uma causa ao tribunal. O que você fará no fim, quando o seu próximo o envergonhar?
8[Quæ viderunt oculi tui ne proferas in jurgio cito, ne postea emendare non possis, cum dehonestaveris amicum tuum.
9Defenda a sua causa com o seu próximo em particular, e não revele o segredo de outro,
9Causam tuam tracta cum amico tuo, et secretum extraneo ne reveles:
10para que quem o ouvir não o envergonhe, e a sua má reputação nunca o abandone.
10ne forte insultet tibi cum audierit, et exprobrare non cesset. Gratia et amicitia liberant: quas tibi serva, ne exprobrabilis fias.
11Uma palavra dita no momento certo é como maçãs de ouro em incrustações de prata.
11Mala aurea in lectis argenteis, qui loquitur verbum in tempore suo.
12Como um brinco de ouro, e um enfeite de ouro fino, assim é um repreensor sábio para o ouvido obediente.
12Inauris aurea, et margaritum fulgens, qui arguit sapientem et aurem obedientem.
13Como o frescor da neve no tempo da colheita, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; pois ele refrigera a alma dos seus senhores.
13Sicut frigus nivis in die messis, ita legatus fidelis ei qui misit eum: animam ipsius requiescere facit.
14Como nuvens e vento sem chuva, assim é o homem que se gaba enganosamente de presentes que não dá.
14Nubes, et ventus, et pluviæ non sequentes, vir gloriosus et promissa non complens.
15Pela paciência um governante é persuadido. A língua branda quebra até ossos.
15Patientia lenietur princeps, et lingua mollis confringet duritiam.]
16Você encontrou mel? Coma apenas o suficiente para você, para não comer demais, e vomitá-lo.
16[Mel invenisti: comede quod sufficit tibi, ne forte satiatus evomas illud.
17Que o seu pé pise raramente na casa do seu próximo, para que ele não se canse de você e passe a odiá-lo.
17Subtrahe pedem tuum de domo proximi tui, nequando satiatus oderit te.
18O homem que dá falso testemunho contra o seu próximo é como um porrete, uma espada ou uma flecha afiada.
18Jaculum, et gladius, et sagitta acuta, homo qui loquitur contra proximum suum falsum testimonium.
19A confiança no infiel em tempo de angústia é como um dente estragado ou um pé manco.
19Dens putridus, et pes lassus, qui sperat super infideli in die angustiæ,
20Como aquele que tira a roupa num dia de frio, ou vinagre sobre a ferida, assim é aquele que canta canções para o coração aflito.
20et amittit pallium in die frigoris. Acetum in nitro, qui cantat carmina cordi pessimo. Sicut tinea vestimento, et vermis ligno, ita tristitia viri nocet cordi.
21Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe pão para comer. Se ele tiver sede, dê-lhe água para beber;
21Si esurierit inimicus tuus, ciba illum; si sitierit, da ei aquam bibere:
22pois você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele, e o SENHOR o recompensará.
22prunas enim congregabis super caput ejus, et Dominus reddet tibi.
23O vento norte traz a chuva; assim a língua fofoqueira traz o rosto irado.
23Ventus aquilo dissipat pluvias, et facies tristis linguam detrahentem.
24Melhor é morar no canto do terraço do que repartir a casa com uma mulher briguenta.
24Melius est sedere in angulo domatis quam cum muliere litigiosa et in domo communi.
25Como água fria para a alma sedenta, assim são as boas notícias de uma terra distante.
25Aqua frigida animæ sitienti, et nuntius bonus de terra longinqua.
26Como fonte turva e poço poluído, assim é o homem justo que cede diante do ímpio.
26Fons turbatus pede et vena corrupta, justus cadens coram impio.
27Não é bom comer muito mel, nem é honroso buscar a própria honra.
27Sicut qui mel multum comedit non est ei bonum, sic qui scrutator est majestatis opprimetur a gloria.
28Como uma cidade derrubada e sem muros é o homem cujo espírito não tem domínio próprio.
28Sicut urbs patens et absque murorum ambitu, ita vir qui non potest in loquendo cohibere spiritum suum.]
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