Cantares de Salomão 2
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
1[Ego flos campi, et lilium convallium.
2Como um lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as moças.
2Sponsus Sicut lilium inter spinas, sic amica mea inter filias.
3Como a macieira entre as árvores do bosque, assim é o meu amado entre os rapazes. Sentei-me à sua sombra com grande alegria, e o seu fruto era doce ao meu paladar.
3Sponsa Sicut malus inter ligna silvarum, sic dilectus meus inter filios. Sub umbra illius quem desideraveram sedi, et fructus ejus dulcis gutturi meo.
4Ele me levou à sala do banquete. O seu estandarte sobre mim é o amor.
4Introduxit me in cellam vinariam; ordinavit in me caritatem.
5Sustentem-me com passas, revigorem-me com maçãs; pois estou desfalecendo de amor.
5Fulcite me floribus, stipate me malis, quia amore langueo.
6A sua mão esquerda está debaixo da minha cabeça. A sua mão direita me abraça.
6Læva ejus sub capite meo, et dextera illius amplexabitur me.
7Eu conjuro vocês, filhas de Jerusalém, pelas gazelas ou pelas corças do campo, que não despertem, nem acordem o amor, até que ele o queira.
7Sponsus Adjuro vos, filiæ Jerusalem, per capreas cervosque camporum, ne suscitetis, neque evigilare faciatis dilectam, quoadusque ipsa velit.
8A voz do meu amado! Eis que ele vem, saltando sobre os montes, pulando sobre as colinas.
8Sponsa Vox dilecti mei; ecce iste venit, saliens in montibus, transiliens colles.
9O meu amado é como uma gazela ou um cervo novo. Eis que ele está atrás do nosso muro! Ele olha pelas janelas. Ele espia pelas treliças.
9Similis est dilectus meus capreæ, hinnuloque cervorum. En ipse stat post parietem nostrum, respiciens per fenestras, prospiciens per cancellos.
10O meu amado falou, e me disse: “Levante-se, minha amada, minha bela, e venha comigo.
10En dilectus meus loquitur mihi. Sponsus Surge, propera, amica mea, columba mea, formosa mea, et veni:
11Pois eis que o inverno passou. A chuva acabou e se foi.
11jam enim hiems transiit; imber abiit, et recessit.
12As flores aparecem na terra. O tempo de cantar chegou, e a voz da rolinha ouve-se em nossa terra.
12Flores apparuerunt in terra nostra; tempus putationis advenit: vox turturis audita est in terra nostra;
13A figueira amadurece os seus figos verdes. As videiras estão em flor. Elas exalam o seu perfume. Levante-se, minha amada, minha bela, e venha comigo.”
13ficus protulit grossos suos; vineæ florentes dederunt odorem suum. Surge, amica mea, speciosa mea, et veni:
14Minha pomba nas fendas da rocha, nos esconderijos dos penhascos, deixe-me ver o seu rosto. Deixe-me ouvir a sua voz; pois a sua voz é doce e o seu rosto é lindo.
14columba mea, in foraminibus petræ, in caverna maceriæ, ostende mihi faciem tuam, sonet vox tua in auribus meis: vox enim tua dulcis, et facies tua decora.
15Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que devastam as vinhas; pois as nossas vinhas estão em flor.
15Sponsa Capite nobis vulpes parvulas quæ demoliuntur vineas: nam vinea nostra floruit.
16O meu amado é meu, e eu sou dele. Ele pastoreia entre os lírios.
16Dilectus meus mihi, et ego illi, qui pascitur inter lilia,
17Até que o dia refresque, e as sombras fujam, volte, meu amado, e seja como uma gazela ou um cervo novo sobre os montes de Beter.
17donec aspiret dies, et inclinentur umbræ. Revertere; similis esto, dilecte mi, capreæ, hinnuloque cervorum super montes Bether.]
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