Eclesiastes
Chapter 2

Eclesiastes

Bíblia Portuguesa Mundia…
vs Clementine Vulgate…
Aa
Text size
Line width
Verse numbers
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Eu disse no meu coração: “Venha agora, eu o testarei com a alegria; portanto, desfrute do prazer”; e eis que isso também era vaidade.
1[Dixi ego in corde meo: Vadam, et affluam deliciis, et fruar bonis; et vidi quod hoc quoque esset vanitas.
2Eu disse do riso: “É loucura”; e da alegria: “O que ela realiza?”
2Risum reputavi errorem, et gaudio dixi: Quid frustra deciperis?
3Busquei no meu coração como alegrar a minha carne com vinho, enquanto o meu coração ainda me guiava com sabedoria, e como me apegar à tolice, até que eu pudesse ver o que era bom que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante todos os dias de suas vidas.
3Cogitavi in corde meo abstrahere a vino carnem meam, ut animam meam transferrem ad sapientiam, devitaremque stultitiam, donec viderem quid esset utile filiis hominum, quo facto opus est sub sole numero dierum vitæ suæ.
4Fiz para mim grandes obras. Edifiquei casas para mim. Plantei vinhas para mim.
4Magnificavi opera mea, ædificavi mihi domos, et plantavi vineas;
5Fiz para mim jardins e parques, e neles plantei árvores frutíferas de todos os tipos.
5feci hortos et pomaria, et consevi ea cuncti generis arboribus;
6Fiz para mim tanques de água, para regar o bosque onde cresciam as árvores.
6et exstruxi mihi piscinas aquarum, ut irrigarem silvam lignorum germinantium.
7Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em minha casa. Também tive grandes posses de gado e de rebanhos, mais do que todos os que viveram antes de mim em Jerusalém.
7Possedi servos et ancillas, multamque familiam habui: armenta quoque, et magnos ovium greges, ultra omnes qui fuerunt ante me in Jerusalem;
8Também juntei para mim prata e ouro, e os tesouros de reis e de províncias. Providenciei para mim cantores e cantoras, e as delícias dos filhos dos homens: instrumentos musicais de todos os tipos.
8coacervavi mihi argentum et aurum, et substantias regum ac provinciarum; feci mihi cantores et cantatrices, et delicias filiorum hominum, scyphos, et urceos in ministerio ad vina fundenda;
9Assim, tornei-me grande e superei a todos os que viveram antes de mim em Jerusalém. A minha sabedoria também permaneceu comigo.
9et supergressus sum opibus omnes qui ante me fuerunt in Jerusalem: sapientia quoque perseveravit mecum.
10Tudo o que os meus olhos desejaram, eu não lhes neguei. Não privei o meu coração de alegria alguma, pois o meu coração se alegrava por causa de todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.
10Et omnia quæ desideraverunt oculi mei non negavi eis, nec prohibui cor meum quin omni voluptate frueretur, et oblectaret se in his quæ præparaveram; et hanc ratus sum partem meam si uterer labore meo.
11Então, olhei para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, e para o trabalho que eu havia me esforçado para realizar; e eis que tudo era vaidade e um correr atrás do vento, e não havia proveito algum debaixo do sol.
11Cumque me convertissem ad universa opera quæ fecerant manus meæ, et ad labores in quibus frustra sudaveram, vidi in omnibus vanitatem et afflictionem animi, et nihil permanere sub sole.]
12Então passei a considerar a sabedoria, a loucura e a tolice; pois o que pode fazer o sucessor do rei? Apenas o que já foi feito há muito tempo.
12[Transivi ad contemplandam sapientiam, erroresque, et stultitiam. (Quid est, inquam, homo, ut sequi possit regem, factorem suum?)
13Então vi que a sabedoria supera a tolice, assim como a luz supera as trevas.
13Et vidi quod tantum præcederet sapientia stultitiam, quantum differt lux a tenebris.
14Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça, mas o tolo anda nas trevas — e, no entanto, percebi que o mesmo destino sobrevém a todos eles.
14Sapientis oculi in capite ejus; stultus in tenebris ambulat: et didici quod unus utriusque esset interitus.
15Então eu disse no meu coração: “O que acontece ao tolo, acontecerá também a mim; por que, então, fui eu mais sábio?” Então eu disse no meu coração que isso também é vaidade.
15Et dixi in corde meo: Si unus et stulti et meus occasus erit, quid mihi prodest quod majorem sapientiæ dedi operam? Locutusque cum mente mea, animadverti quod hoc quoque esset vanitas.
16Pois não haverá lembrança eterna nem do sábio nem do tolo, visto que nos dias vindouros tudo já terá sido esquecido. De fato, o sábio deve morrer exatamente como o tolo!
16Non enim erit memoria sapientis similiter ut stulti in perpetuum, et futura tempora oblivione cuncta pariter operient: moritur doctus similiter ut indoctus.
17Por isso, odiei a vida, porque a obra que é feita debaixo do sol me era penosa; pois tudo é vaidade e um correr atrás do vento.
17Et idcirco tæduit me vitæ meæ, videntem mala universa esse sub sole, et cuncta vanitatem et afflictionem spiritus.]
18Odiei todo o trabalho no qual me esforcei debaixo do sol, porque terei de deixá-lo para o homem que vier depois de mim.
18[Rursus detestatus sum omnem industriam meam, qua sub sole studiosissime laboravi, habiturus hæredem post me,
19E quem sabe se ele será sábio ou tolo? Contudo, ele terá domínio sobre todo o trabalho que realizei com esforço e no qual me mostrei sábio debaixo do sol. Isso também é vaidade.
19quem ignoro utrum sapiens an stultus futurus sit, et dominabitur in laboribus meis, quibus desudavi et sollicitus fui: et est quidquam tam vanum?
20Portanto, cheguei ao ponto de fazer o meu coração se desesperar por todo o trabalho no qual me esforcei debaixo do sol.
20Unde cessavi, renuntiavitque cor meum ultra laborare sub sole.
21Pois há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, com conhecimento e com habilidade; contudo, ele deixará a sua porção a um homem que não trabalhou por ela. Isso também é vaidade e um grande mal.
21Nam cum alius laboret in sapientia, et doctrina, et sollicitudine, homini otioso quæsita dimittit; et hoc ergo vanitas et magnum malum.
22Pois o que o homem obtém de todo o seu trabalho e do esforço do seu coração, com os quais ele trabalha debaixo do sol?
22Quid enim proderit homini de universo labore suo, et afflictione spiritus, qua sub sole cruciatus est?
23Pois todos os seus dias são de sofrimento, e o seu trabalho é tristeza; sim, mesmo à noite o seu coração não descansa. Isso também é vaidade.
23Cuncti dies ejus doloribus et ærumnis pleni sunt, nec per noctem mente requiescit. Et hoc nonne vanitas est?
24Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer a sua alma desfrutar do bem no seu trabalho. Também vi que isso vem da mão de Deus.
24Nonne melius est comedere et bibere, et ostendere animæ suæ bona de laboribus suis? et hoc de manu Dei est.
25Pois quem pode comer, ou quem pode desfrutar, mais do que eu?
25Quis ita devorabit et deliciis affluet ut ego?
26Pois ao homem que lhe agrada, Deus dá sabedoria, conhecimento e alegria; mas ao pecador ele dá o trabalho de ajuntar e amontoar, para que o dê àquele que agrada a Deus. Isso também é vaidade e um correr atrás do vento.
26Homini bono in conspectu suo dedit Deus sapientiam, et scientiam, et lætitiam; peccatori autem dedit afflictionem et curam superfluam, ut addat, et congreget, et tradat ei qui placuit Deo; sed et hoc vanitas est, et cassa sollicitudo mentis.]

Tip: use the ← and → keys to turn chapters.