Tiago
Chapter 3

Tiago

Bíblia Portuguesa Mundia…
vs Clementine Vulgate…
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Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, sabendo que receberemos um julgamento mais severo.
1Nolite plures magistri fieri fratres mei, scientes quoniam majus judicium sumitis.
2Pois todos nós tropeçamos em muitas coisas. Quem não tropeça no falar é uma pessoa perfeita, capaz de refrear também todo o corpo.
2In multis enim offendimus omnes. Si quis in verbo non offendit, hic perfectus est vir: potest etiam freno circumducere totum corpus.
3De fato, colocamos freios nas bocas dos cavalos para que nos obedeçam, e assim guiamos todo o corpo deles.
3Si autem equis frena in ora mittimus ad consentiendum nobis, et omne corpus illorum circumferimus.
4Vejam, também os navios, embora sejam tão grandes e impelidos por ventos fortes, são guiados por um leme muito pequeno, para onde quer que o piloto deseje.
4Ecce et naves, cum magnæ sint, et a ventis validis minentur, circumferuntur a modico gubernaculo ubi impetus dirigentis voluerit.
5Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vejam como um pequeno fogo pode se espalhar por uma grande floresta!
5Ita et lingua modicum quidem membrum est, et magna exaltat. Ecce quantus ignis quam magnam silvam incendit !
6A língua também é um fogo, um mundo de iniquidade entre os nossos membros. Ela contamina todo o corpo, incendeia o curso da natureza e é incendiada pela Geena.
6Et lingua ignis est, universitas iniquitatis. Lingua constituitur in membris nostris, quæ maculat totum corpus, et inflammat rotam nativitatis nostræ inflammata a gehenna.
7Pois toda espécie de animal, ave, réptil e criatura marinha pode ser domada e tem sido domada pela humanidade;
7Omnis enim natura bestiarum, et volucrum, et serpentium, et ceterorum domantur, et domita sunt a natura humana:
8mas ninguém consegue domar a língua. É um mal irrequieto, cheio de veneno mortal.
8linguam autem nullus hominum domare potest: inquietum malum, plena veneno mortifero.
9Com ela abençoamos nosso Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, que são feitos à imagem de Deus.
9In ipsa benedicimus Deum et Patrem: et in ipsa maledicimus homines, qui ad similitudinem Dei facti sunt.
10Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, essas coisas não devem ser assim.
10Ex ipso ore procedit benedictio et maledictio. Non oportet, fratres mei, hæc ita fieri.
11Acaso uma fonte jorra da mesma abertura água doce e água amarga?
11Numquid fons de eodem foramine emanat dulcem et amaram aquam?
12Pode uma figueira, meus irmãos, produzir azeitonas, ou uma videira, figos? Assim, nenhuma fonte produz água salgada e água doce.
12Numquid potest, fratres mei, ficus uvas facere, aut vitis ficus? Sic neque salsa dulcem potest facere aquam.
13Quem é sábio e compreensivo entre vocês? Que mostre, por sua boa conduta, suas obras praticadas com a mansidão que vem da sabedoria.
13Quis sapiens et disciplinatus inter vos? Ostendat ex bona conversatione operationem suam in mansuetudine sapientiæ.
14Mas, se vocês têm inveja amarga e ambição egoísta em seu coração, não se gloriem e não mintam contra a verdade.
14Quod si zelum amarum habetis, et contentiones sint in cordibus vestris: nolite gloriari, et mendaces esse adversus veritatem:
15Essa sabedoria não é a que desce do alto, mas é terrena, natural e demoníaca.
15non est enim ista sapientia desursum descendens: sed terrena, animalis, diabolica.
16Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de obras más.
16Ubi enim zelus et contentio, ibi inconstantia et omne opus pravum.
17Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, amável, razoável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.
17Quæ autem desursum est sapientia, primum quidem pudica est, deinde pacifica, modesta, suadibilis, bonus consentiens, plena misericordia et fructibus bonis, non judicans, sine simulatione.
18Ora, o fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que promovem a paz.
18Fructus autem justitiæ, in pace seminatur, facientibus pacem.

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