Ecclesiastes 9
Clementine Vulgate, 1598Translation
Clementine Vulgate, 1598
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
1[Omnia hæc tractavi in corde meo, ut curiose intelligerem. Sunt justi atque sapientes, et opera eorum in manu Dei; et tamen nescit homo utrum amore an odio dignus sit.
1Pois apliquei o meu coração a tudo isso, para investigar tudo isso: que os justos, os sábios e as suas obras estão nas mãos de Deus; se é amor ou ódio, o homem não sabe; tudo está diante deles.
2Sed omnia in futurum servantur incerta, eo quod universa æque eveniant justo et impio, bono et malo, mundo et immundo, immolanti victimas et sacrificia contemnenti. Sicut bonus, sic et peccator; ut perjurus, ita et ille qui verum dejerat.]
2Todas as coisas acontecem igualmente a todos. Há um mesmo destino para o justo e para o ímpio; para o bom, para o puro e para o impuro, para o que oferece sacrifícios e para o que não oferece. Como é o bom, assim é o pecador; aquele que faz um juramento é como aquele que teme fazer um juramento.
3[Hoc est pessimum inter omnia quæ sub sole fiunt: quia eadem cunctis eveniunt. Unde et corda filiorum hominum implentur malitia et contemptu in vita sua, et post hæc ad inferos deducentur.
3Este é um mal em tudo o que se faz debaixo do sol: que há um mesmo destino para todos. Sim, também o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade, e a loucura está em seu coração enquanto vivem, e depois disso eles vão para os mortos.
4Nemo est qui semper vivat, et qui hujus rei habeat fiduciam; melior est canis vivus leone mortuo.
4Pois para aquele que está unido a todos os vivos há esperança; porque um cão vivo é melhor do que um leão morto.
5Viventes enim sciunt se esse morituros; mortui vero nihil noverunt amplius, nec habent ultra mercedem, quia oblivioni tradita est memoria eorum.
5Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem de nada, nem têm mais nenhuma recompensa; pois a memória deles foi esquecida.
6Amor quoque, et odium, et invidiæ simul perierunt; nec habent partem in hoc sæculo, et in opere quod sub sole geritur.
6Também o seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram há muito tempo; nem têm eles mais porção alguma, para sempre, em tudo o que se faz debaixo do sol.
7Vade ergo, et comede in lætitia panem tuum, et bibe cum gaudio vinum tuum, quia Deo placent opera tua.
7Siga o seu caminho — coma o seu pão com alegria, e beba o seu vinho com um coração alegre; pois Deus já aceitou as suas obras.
8Omni tempore sint vestimenta tua candida, et oleum de capite tuo non deficiat.
8Que as suas vestes sejam sempre brancas, e não deixe faltar óleo sobre a sua cabeça.
9Perfruere vita cum uxore quam diligis, cunctis diebus vitæ instabilitatis tuæ, qui dati sunt tibi sub sole omni tempore vanitatis tuæ: hæc est enim pars in vita et in labore tuo quo laboras sub sole.
9Viva alegremente com a esposa que você ama todos os dias da sua vida de vaidade, os quais ele lhe deu debaixo do sol, todos os seus dias de vaidade; pois essa é a sua porção na vida, e no seu trabalho com o qual você labuta debaixo do sol.
10Quodcumque facere potest manus tua, instanter operare, quia nec opus, nec ratio, nec sapientia, nec scientia erunt apud inferos, quo tu properas.]
10Tudo o que a sua mão encontrar para fazer, faça-o com todas as suas forças; pois não há obra, nem plano, nem conhecimento, nem sabedoria, no Seol, para onde você vai.
11[Verti me ad aliud, et vidi sub sole nec velocium esse cursum, nec fortium bellum, nec sapientium panem, nec doctorum divitias, nec artificum gratiam; sed tempus casumque in omnibus.
11Voltei-me e vi debaixo do sol que a corrida não é dos velozes, nem a batalha dos fortes, nem o pão dos sábios, nem as riquezas dos homens de entendimento, nem o favor dos homens habilidosos; mas o tempo e o acaso acontecem a todos eles.
12Nescit homo finem suum; sed sicut pisces capiuntur hamo, et sicut aves laqueo comprehenduntur, sic capiuntur homines in tempore malo, cum eis extemplo supervenerit.
12Pois o homem também não conhece o seu tempo. Como os peixes que são apanhados em uma rede maligna, e como os pássaros que são pegos na armadilha, assim também os filhos dos homens são enlaçados em um tempo mau, quando este cai de repente sobre eles.
13Hanc quoque sub sole vidi sapientiam, et probavi maximam:
13Também vi a sabedoria debaixo do sol desta maneira, e ela me pareceu grande.
14civitas parva, et pauci in ea viri; venit contra eam rex magnus, et vallavit eam, exstruxitque munitiones per gyrum, et perfecta est obsidio.
14Havia uma pequena cidade, com poucos homens dentro dela; e um grande rei veio contra ela, a cercou e construiu grandes baluartes contra ela.
15Inventusque est in ea vir pauper et sapiens, et liberavit urbem per sapientiam suam; et nullus deinceps recordatus est hominis illius pauperis.
15Ora, encontrou-se nela um homem pobre e sábio, e ele, pela sua sabedoria, livrou a cidade; contudo, ninguém se lembrou daquele mesmo homem pobre.
16Et dicebam ego meliorem esse sapientiam fortitudine. Quomodo ergo sapientia pauperis contempta est, et verba ejus non sunt audita?
16Então eu disse: “A sabedoria é melhor do que a força.” No entanto, a sabedoria do homem pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas.
17Verba sapientium audiuntur in silentio, plus quam clamor principis inter stultos.
17As palavras dos sábios ouvidas em silêncio são melhores do que o grito daquele que governa entre os tolos.
18Melior est sapientia quam arma bellica; et qui in uno peccaverit, multa bona perdet.]
18A sabedoria é melhor do que as armas de guerra; mas um só pecador destrói muito do que é bom.
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