Números 23
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Balaão disse a Balaque: “Construa-me aqui sete altares, e prepare-me aqui sete touros e sete carneiros.”
1Dixitque Balaam ad Balac: Ædifica mihi hic septem aras, et para totidem vitulos, ejusdemque numeri arietes.
2Balaque fez como Balaão tinha falado; e Balaque e Balaão ofereceram em cada altar um touro e um carneiro.
2Cumque fecisset juxta sermonem Balaam, imposuerunt simul vitulum et arietem super aram.
3Balaão disse a Balaque: “Fique junto ao seu holocausto, e eu irei. Talvez o SENHOR venha ao meu encontro. O que ele me mostrar, eu lhe direi.” Ele foi a um lugar alto e deserto.
3Dixitque Balaam ad Balac: Sta paulisper juxta holocaustum tuum, donec vadam, si forte occurrat mihi Dominus, et quodcumque imperaverit, loquar tibi.
4Deus encontrou-se com Balaão, e este lhe disse: “Preparei os sete altares, e ofereci um touro e um carneiro em cada altar.”
4Cumque abiisset velociter, occurrit illi Deus. Locutusque ad eum Balaam: Septem, inquit, aras erexi, et imposui vitulum et arietem desuper.
5O SENHOR colocou uma palavra na boca de Balaão, e disse: “Volte a Balaque, e assim você falará.”
5Dominus autem posuit verbum in ore ejus, et ait: Revertere ad Balac, et hæc loqueris.
6Ele voltou para ele, e eis que estava em pé junto ao seu holocausto, ele e todos os príncipes de Moabe.
6Reversus invenit stantem Balac juxta holocaustum suum, et omnes principes Moabitarum:
7Ele proferiu o seu oráculo, e disse: “De Arã, Balaque me trouxe, o rei de Moabe, das montanhas do Oriente. Venha, amaldiçoe a Jacó para mim. Venha, desafie a Israel.
7assumptaque parabola sua, dixit: [De Aram adduxit me Balac rex Moabitarum, de montibus orientis: Veni, inquit, et maledic Jacob; propera, et detestare Israël.
8Como amaldiçoarei a quem Deus não amaldiçoou? Como desafiarei a quem o SENHOR não desafiou?
8Quomodo maledicam, cui non maledixit Deus? qua ratione detester, quem Dominus non detestatur?
9Pois do topo das rochas eu o vejo. Das colinas eu o contemplo. Eis que é um povo que habita só, e não será contado entre as nações.
9De summis silicibus videbo eum, et de collibus considerabo illum. Populus solus habitabit, et inter gentes non reputabitur.
10Quem pode contar o pó de Jacó, ou contar a quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos! Que o meu fim seja como o dele!”
10Quis dinumerare possit pulverem Jacob, et nosse numerum stirpis Israël? Moriatur anima mea morte justorum, et fiant novissima mea horum similia.]
11Balaque disse a Balaão: “O que você fez comigo? Eu o trouxe para amaldiçoar meus inimigos, e eis que você os abençoou inteiramente.”
11Dixitque Balac ad Balaam: Quid est hoc quod agis? ut malediceres inimicis meis vocavi te, et tu e contrario benedicis eis.
12Ele respondeu e disse: “Não devo eu ter o cuidado de falar o que o SENHOR coloca em minha boca?”
12Cui ille respondit: Num aliud possum loqui, nisi quod jusserit Dominus?
13Balaque lhe disse: “Por favor, venha comigo para outro lugar, de onde você possa vê-los. Você verá apenas uma parte deles, e não os verá todos. Amaldiçoe-os de lá para mim.”
13Dixit ergo Balac: Veni mecum in alterum locum unde partem Israël videas, et totum videre non possis: inde maledicito ei.
14Ele o levou ao campo de Zofim, ao topo de Pisga, construiu sete altares, e ofereceu um touro e um carneiro em cada altar.
14Cumque duxisset eum in locum sublimem, super verticem montis Phasga, ædificavit Balaam septem aras, et impositis supra vitulo atque ariete,
15Ele disse a Balaque: “Fique aqui junto ao seu holocausto, enquanto eu me encontro com Deus ali.”
15dixit ad Balac: Sta hic juxta holocaustum tuum, donec ego obvius pergam.
16O SENHOR encontrou-se com Balaão, colocou uma palavra em sua boca, e disse: “Volte a Balaque, e diga isto.”
16Cui cum Dominus occurrisset, posuissetque verbum in ore ejus, ait: Revertere ad Balac, et hæc loqueris ei.
17Ele foi até ele, e eis que estava em pé junto ao seu holocausto, e os príncipes de Moabe com ele. Balaque lhe perguntou: “O que o SENHOR falou?”
17Reversus invenit eum stantem juxta holocaustum suum, et principes Moabitarum cum eo. Ad quem Balac: Quid, inquit, locutus est Dominus?
18Ele proferiu o seu oráculo, e disse: “Levante-se, Balaque, e ouça! Escute-me, você, filho de Zipor.
18At ille, assumpta parabola sua, ait: [Sta, Balac, et ausculta; audi, fili Sephor:
19Deus não é homem, para que minta, nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura ele disse, e não o fará? Ou falou, e não o cumprirá?
19non est Deus quasi homo, ut mentiatur, nec ut filius hominis, ut mutetur. Dixit ergo, et non faciet? locutus est, et non implebit?
20Eis que recebi ordem para abençoar. Ele abençoou, e eu não posso revogá-la.
20Ad benedicendum adductus sum: benedictionem prohibere non valeo.
21Ele não viu iniquidade em Jacó. Nem viu perversidade em Israel. O SENHOR, seu Deus, está com ele. A aclamação de um rei está entre eles.
21Non est idolum in Jacob, nec videtur simulacrum in Israël. Dominus Deus ejus cum eo est, et clangor victoriæ regis in illo.
22Deus os tira do Egito. Ele tem como que a força de um boi selvagem.
22Deus eduxit illum de Ægypto, cujus fortitudo similis est rhinocerotis.
23Certamente não há encantamento contra Jacó; nem há adivinhação contra Israel. Agora se dirá de Jacó e de Israel: 'O que Deus tem feito!'
23Non est augurium in Jacob, nec divinatio in Israël: temporibus suis dicetur Jacob et Israëli quid operatus sit Deus.
24Eis que um povo se levanta como leoa. Como um leão ele se ergue. Ele não se deitará até que devore a presa, e beba o sangue dos abatidos.”
24Ecce populus ut leæna consurget, et quasi leo erigetur: non accubabit donec devoret prædam, et occisorum sanguinem bibat.]
25Balaque disse a Balaão: “Não os amaldiçoe de forma alguma, nem os abençoe de forma alguma.”
25Dixitque Balac ad Balaam: Nec maledicas ei, nec benedicas.
26Mas Balaão respondeu a Balaque: “Eu não lhe disse: 'Tudo o que o SENHOR falar, isso eu devo fazer'?”
26Et ille ait: Nonne dixi tibi quod quidquid mihi Deus imperaret, hoc facerem?
27Balaque disse a Balaão: “Venha agora, eu o levarei a outro lugar; talvez agrade a Deus que de lá você os amaldiçoe para mim.”
27Et ait Balac ad eum: Veni, et ducam te ad alium locum: si forte placeat Deo ut inde maledicas eis.
28Balaque levou Balaão ao topo de Peor, que tem vista para o deserto.
28Cumque duxisset eum super verticem montis Phogor, qui respicit solitudinem,
29Balaão disse a Balaque: “Construa-me aqui sete altares, e prepare-me aqui sete touros e sete carneiros.”
29dixit ei Balaam: Ædifica mihi hic septem aras, et para totidem vitulos, ejusdemque numeri arietes.
30Balaque fez como Balaão tinha dito, e ofereceu um touro e um carneiro em cada altar.
30Fecit Balac ut Balaam dixerat: imposuitque vitulos et arietes per singulas aras.
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