Miqueias 7
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Ai de mim! Pois sou como quem recolhe os frutos do verão, como quem recolhe as sobras da vindima. Não há sequer um cacho de uvas para comer. Minha alma deseja os figos temporãos.
1[Væ mihi, quia factus sum sicut qui colligit in autumno racemos vindemiæ ! non est botrus ad comedendum, præcoquas ficus desideravit anima mea.
2O homem piedoso desapareceu da terra, e não há ninguém íntegro entre os homens. Todos ficam à espreita para derramar sangue; cada um caça o seu irmão com uma rede.
2Periit sanctus de terra, et rectus in hominibus non est: omnes in sanguine insidiantur; vir fratrem suum ad mortem venatur.
3Põem as mãos no mal e o praticam com empenho. O governante e o juiz exigem suborno. O poderoso expressa o desejo perverso de sua alma. Assim, conspiram juntos.
3Malum manuum suarum dicunt bonum: princeps postulat, et judex in reddendo est; et magnus locutus est desiderium animæ suæ, et conturbaverunt eam.
4O melhor deles é como um espinheiro. O mais íntegro é pior do que uma cerca de espinhos. O dia dos seus sentinelas, o dia do seu castigo, chegou; agora é o tempo da confusão deles.
4Qui optimus in eis est, quasi paliurus, et qui rectus, quasi spina de sepe. Dies speculationis tuæ, visitatio tua venit: nunc erit vastitas eorum.
5Não confie no próximo. Não deposite confiança no amigo. Mesmo com a mulher que está em seus braços, tenha cuidado com o que diz!
5Nolite credere amico, et nolite confidere in duce: ab ea quæ dormit in sinu tuo custodi claustra oris tui.
6Pois o filho desonra o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora contra a sogra; os inimigos de um homem são os da sua própria casa.
6Quia filius contumeliam facit patri, et filia consurgit adversus matrem suam: nurus adversus socrum suam, et inimici hominis domestici ejus.]
7Mas, quanto a mim, eu olharei para o SENHOR. Eu esperarei pelo Deus da minha salvação. O meu Deus me ouvirá.
7[Ego autem ad Dominum aspiciam; exspectabo Deum, salvatorem meum: audiet me Deus meus.
8Não se alegre com minha desgraça, minha inimiga. Quando eu cair, me levantarei. Quando eu estiver nas trevas, o SENHOR será minha luz.
8Ne læteris, inimica mea, super me, quia cecidi: consurgam cum sedero in tenebris: Dominus lux mea est.
9Eu suportarei a indignação do SENHOR, porque pequei contra ele, até que ele defenda minha causa e faça justiça por mim. Ele me trará para a luz. Contemplarei sua justiça.
9Iram Domini portabo, quoniam peccavi ei, donec causam meam judicet, et faciat judicium meum. Educet me in lucem: videbo justitiam ejus.
10Então a minha inimiga verá isso, e a vergonha cobrirá aquela que me disse: “Onde está o SENHOR, o seu Deus?” Meus olhos a verão. Agora ela será pisada como a lama das ruas.
10Et aspiciet inimica mea, et operietur confusione, quæ dicit ad me: Ubi est Dominus Deus tuus? Oculi mei videbunt in eam: nunc erit in conculcationem ut lutum platearum.
11Virá o dia de reconstruir seus muros! Naquele dia, ele ampliará sua fronteira.
11Dies, ut ædificentur maceriæ tuæ; in die illa longe fiet lex.
12Naquele dia, virão até você da Assíria e das cidades do Egito, e do Egito até o Rio, e de mar a mar, e de montanha a montanha.
12In die illa et usque ad te veniet de Assur, et usque ad civitates munitas, et a civitatibus munitis usque ad flumen, et ad mare de mari, et ad montem de monte.
13Contudo, a terra ficará desolada por causa de seus habitantes, pelo fruto de suas ações.
13Et terra erit in desolationem propter habitatores suos, et propter fructum cogitationum eorum.]
14Pastoreie seu povo com seu cajado, o rebanho de sua herança, que habita solitário numa floresta. Que pastem em terras férteis, em Basã e Gileade, como nos tempos antigos.
14[Pasce populum tuum in virga tua, gregem hæreditatis tuæ, habitantes solos, in saltu, in medio Carmeli. Pascentur Basan et Galaad juxta dies antiquos.
15“Como nos dias em que você saiu da terra do Egito, eu lhes mostrarei maravilhas.”
15Secundum dies egressionis tuæ de terra Ægypti, ostendam ei mirabilia.
16As nações verão e se envergonharão de todo o seu poder. Elas colocarão a mão sobre a boca. Seus ouvidos ficarão surdos.
16Videbunt gentes, et confundentur super omni fortitudine sua. Ponent manum super os, aures eorum surdæ erunt.
17Elas lamberão o pó como a serpente. Como os répteis da terra, elas sairão tremendo dos seus esconderijos. Elas virão com temor ao SENHOR, o nosso Deus, e terão medo por causa de você.
17Lingent pulverem sicut serpentes; velut reptilia terræ perturbabuntur in ædibus suis. Dominum Deum nostrum formidabunt, et timebunt te.
18Quem é Deus como tu, que perdoas a iniquidade, e deixas passar a desobediência do remanescente da tua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque ele tem prazer na misericórdia.
18Quis, Deus, similis tui, qui aufers iniquitatem, et transis peccatum reliquiarum hæreditatis tuæ? Non immittet ultra furorem suum, quoniam volens misericordiam est.
19Ele voltará a ter compaixão de nós. Ele pisará nossas iniquidades sob os pés. Tu lançarás todos os pecados deles nas profundezas do mar.
19Revertetur, et miserebitur nostri; deponet iniquitates nostras, et projiciet in profundum maris omnia peccata nostra.
20Tu mostrarás fidelidade a Jacó, e misericórdia a Abraão, como juraste aos nossos pais desde os tempos antigos.
20Dabis veritatem Jacob, misericordiam Abraham, quæ jurasti patribus nostris a diebus antiquis.]
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