Canticum Canticorum
Chapter 4

Canticum Canticorum

Clementine Vulgate, 1598
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Canticum Canticorum 4

Clementine Vulgate, 1598
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
1[ Sponsus Quam pulchra es, amica mea ! quam pulchra es ! Oculi tui columbarum, absque eo quod intrinsecus latet. Capilli tui sicut greges caprarum quæ ascenderunt de monte Galaad.
1Eis que você é linda, meu amor. Eis que você é linda. Seus olhos são como pombas por trás do seu véu. Seu cabelo é como um rebanho de cabras, que descem do monte Gileade.
2Dentes tui sicut greges tonsarum quæ ascenderunt de lavacro; omnes gemellis fœtibus, et sterilis non est inter eas.
2Seus dentes são como um rebanho recém-tosquiado, que subiu da lavagem, onde cada uma delas tem gêmeos. Nenhuma delas perdeu sua cria.
3Sicut vitta coccinea labia tua, et eloquium tuum dulce. Sicut fragmen mali punici, ita genæ tuæ, absque eo quod intrinsecus latet.
3Seus lábios são como um fio escarlate. Sua boca é adorável. Suas têmporas são como um pedaço de romã por trás do seu véu.
4Sicut turris David collum tuum, quæ ædificata est cum propugnaculis; mille clypei pendent ex ea, omnis armatura fortium.
4Seu pescoço é como a torre de Davi, construída para ser um arsenal, onde pendem mil escudos, todos os escudos dos valentes.
5Duo ubera tua sicut duo hinnuli, capreæ gemelli, qui pascuntur in liliis.
5Seus dois seios são como dois filhotes, gêmeos de uma corça, que pastam entre os lírios.
6Donec aspiret dies, et inclinentur umbræ, vadam ad montem myrrhæ, et ad collem thuris.
6Até que o dia esfrie e as sombras fujam, eu irei ao monte de mirra, à colina de incenso.
7Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te.
7Você é toda linda, meu amor. Não há mancha em você.
8Veni de Libano, sponsa mea: veni de Libano, veni, coronaberis: de capite Amana, de vertice Sanir et Hermon, de cubilibus leonum, de montibus pardorum.
8Venha comigo do Líbano, minha noiva, comigo do Líbano. Olhe do topo do Amana, do topo do Senir e do Hermom, das covas dos leões, dos montes dos leopardos.
9Vulnerasti cor meum, soror mea, sponsa; vulnerasti cor meum in uno oculorum tuorum, et in uno crine colli tui.
9Você arrebatou o meu coração, minha irmã, minha noiva. Você arrebatou o meu coração com um só dos seus olhares, com uma só corrente do seu pescoço.
10Quam pulchræ sunt mammæ tuæ, soror mea sponsa ! pulchriora sunt ubera tua vino, et odor unguentorum tuorum super omnia aromata.
10Como é lindo o seu amor, minha irmã, minha noiva! Como o seu amor é muito melhor do que o vinho, e a fragrância dos seus perfumes do que todas as especiarias!
11Favus distillans labia tua, sponsa; mel et lac sub lingua tua: et odor vestimentorum tuorum sicut odor thuris.
11Seus lábios, minha noiva, gotejam como o favo de mel. Mel e leite estão debaixo da sua língua. O cheiro das suas vestes é como o cheiro do Líbano.
12Hortus conclusus soror mea, sponsa, hortus conclusus, fons signatus.
12Minha irmã, minha noiva, é um jardim fechado; uma nascente fechada, uma fonte selada.
13Emissiones tuæ paradisus malorum punicorum, cum pomorum fructibus, cypri cum nardo.
13Seus renovos são um pomar de romãs, com frutos preciosos, hena com plantas de nardo,
14Nardus et crocus, fistula et cinnamomum, cum universis lignis Libani; myrrha et aloë, cum omnibus primis unguentis.
14nardo e açafrão, cálamo e canela, com toda espécie de árvores de incenso; mirra e aloés, com todas as melhores especiarias,
15Fons hortorum, puteus aquarum viventium, quæ fluunt impetu de Libano.
15uma fonte de jardins, um poço de águas vivas, correntes que fluem do Líbano.
16Sponsa Surge, aquilo, et veni, auster: perfla hortum meum, et fluant aromata illius.]
16Desperte, vento norte, e venha, vento sul! Soprem no meu jardim, para que as suas especiarias fluam. Que o meu amado venha ao seu jardim, e prove os seus frutos preciosos.

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