Jeremias 4
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1“Se você voltar, ó Israel”, diz o SENHOR, “se você voltar para mim, e se afastar as suas abominações da minha presença; então você não será removido;
1[Si reverteris, Israël, ait Dominus, ad me convertere: si abstuleris offendicula tua a facie mea, non commoveberis.
2e você jurará: ‘Como vive o SENHOR’, em verdade, em justiça e em retidão. As nações se abençoarão nele, e nele se gloriarão.”
2Et jurabis: Vivit Dominus in veritate, et in judicio, et in justitia: et benedicent eum gentes, ipsumque laudabunt.
3Pois assim diz o SENHOR aos homens de Judá e a Jerusalém: “Lavrem a sua terra não cultivada, e não semeiem entre espinhos.
3Hæc enim dicit Dominus viro Juda et Jerusalem: Novate vobis novale, et nolite serere super spinas.
4Circuncidem-se para o SENHOR, e tirem os prepúcios do seu coração, vocês, homens de Judá e habitantes de Jerusalém; para que a minha ira não saia como fogo, e queime de modo que ninguém possa apagá-la, por causa da maldade das suas ações.
4Circumcidimini Domino, et auferte præputia cordium vestrorum, viri Juda, et habitatores Jerusalem: ne forte egrediatur ut ignis indignatio mea, et succendatur, et non sit qui extinguat, propter malitiam cogitationum vestrarum.]
5Anunciem em Judá, e publiquem em Jerusalém; e digam: ‘Toquem a trombeta na terra!’ Gritem em alta voz e digam: ‘Reúnam-se! Vamos para as cidades fortificadas!’
5[Annuntiate in Juda, et in Jerusalem auditum facite: loquimini, et canite tuba in terra, clamate fortiter, et dicite: Congregamini, et ingrediamur civitates munitas.
6Levantem um estandarte em direção a Sião. Fujam para um lugar seguro! Não esperem; pois eu trarei o mal do norte, e uma grande destruição.”
6Levate signum in Sion; confortamini, nolite stare: quia malum ego adduco ab aquilone, et contritionem magnam.
7Um leão subiu do seu matagal, e um destruidor de nações está a caminho. Ele saiu do seu lugar para tornar a sua terra desolada, para que as suas cidades sejam devastadas, ficando sem habitantes.
7Ascendit leo de cubili suo, et prædo gentium se levavit: egressus est de loco suo ut ponat terram tuam in solitudinem: civitates tuæ vastabuntur, remanentes absque habitatore.
8Por isso, vistam-se de pano de saco, lamentem e uivem; pois a ira ardente do SENHOR não se desviou de nós.
8Super hoc accingite vos ciliciis; plangite, et ululate: quia non est aversa ira furoris Domini a nobis.
9“Acontecerá naquele dia”, diz o SENHOR, “que o coração do rei perecerá, junto com o coração dos príncipes. Os sacerdotes ficarão pasmos, e os profetas ficarão espantados.”
9Et erit in die illa, dicit Dominus: peribit cor regis, et cor principum, et obstupescent sacerdotes, et prophetæ consternabuntur.]
10Então eu disse: “Ah, Senhor DEUS! Certamente o Senhor enganou grandemente a este povo e a Jerusalém, dizendo: ‘Vocês terão paz;’ enquanto a espada chega até o coração.”
10Et dixi: [Heu ! heu ! heu ! Domine Deus, ergone decepisti populum istum et Jerusalem, dicens: Pax erit vobis: et ecce pervenit gladius usque ad animam?]
11Naquele tempo será dito a este povo e a Jerusalém: “Um vento quente sopra das alturas desoladas no deserto em direção à filha do meu povo, não para joeirar, nem para limpar.
11[In tempore illo dicetur populo huic et Jerusalem: Ventus urens in viis quæ sunt in deserto viæ filiæ populi mei, non ad ventilandum et ad purgandum.
12Um vento forte vindo destas alturas virá para mim. Agora eu também pronunciarei juízos contra eles.”
12Spiritus plenus ex his veniet mihi, et nunc ego loquar judicia mea cum eis.
13Eis que ele subirá como nuvens, e os seus carros serão como o redemoinho. Os seus cavalos são mais ligeiros do que as águias. Ai de nós! Pois estamos arruinados.
13Ecce quasi nubes ascendet, et quasi tempestas currus ejus: velociores aquilis equi illius. Væ nobis, quoniam vastati sumus.
14Ó Jerusalém, lave o seu coração da maldade, para que você possa ser salva. Até quando os seus maus pensamentos se alojarão dentro de você?
14Lava a malitia cor tuum, Jerusalem, ut salva fias: usquequo morabuntur in te cogitationes noxiæ?
15Pois uma voz declara desde Dã, e publica o mal desde as colinas de Efraim:
15Vox enim annuntiantis a Dan, et notum facientis idolum de monte Ephraim.
16“Avisem às nações, eis que publiquem contra Jerusalém: ‘Vigias vêm de uma terra distante, e levantam a sua voz contra as cidades de Judá.
16Dicite gentibus: Ecce auditum est in Jerusalem custodes venire de terra longinqua, et dare super civitates Juda vocem suam:
17Como guardas de um campo, eles estão contra ela por todos os lados, porque ela tem sido rebelde contra mim’”, diz o SENHOR.
17quasi custodes agrorum facti sunt super eam in gyro, quia me ad iracundiam provocavit, dicit Dominus.
18“O seu caminho e as suas ações trouxeram estas coisas sobre você. Esta é a sua maldade, pois é amarga, pois chega até o seu coração.”
18Viæ tuæ et cogitationes tuæ fecerunt hæc tibi: ista malitia tua, quia amara, quia tetigit cor tuum.
19Minha angústia, minha angústia! Sinto dores no fundo do meu coração! Meu coração treme dentro de mim. Não posso me calar, porque você ouviu, ó minha alma, o som da trombeta, o alarme de guerra.
19Ventrem meum, ventrem meum doleo; sensus cordis mei turbati sunt in me. Non tacebo, quoniam vocem buccinæ audivit anima mea, clamorem prælii.
20Destruição sobre destruição é decretada, pois toda a terra está devastada. De repente as minhas tendas são destruídas, e as minhas cortinas se vão em um momento.
20Contritio super contritionem vocata est, et vastata est omnis terra: repente vastata sunt tabernacula mea; subito pelles meæ.
21Até quando verei o estandarte e ouvirei o som da trombeta?
21Usquequo videbo fugientem; audiam vocem buccinæ?
22“Pois o meu povo é tolo. Eles não me conhecem. São filhos insensatos, e não têm entendimento. São hábeis para fazer o mal, mas não sabem fazer o bem.”
22Quia stultus populus meus me non cognovit: filii insipientes sunt et vecordes: sapientes sunt ut faciant mala, bene autem facere nescierunt.
23Eu vi a terra e, eis que era sem forma e vazia, e os céus, e não tinham luz.
23Aspexi terram, et ecce vacua erat et nihili; et cælos, et non erat lux in eis.
24Eu vi os montes, e eis que tremiam, e todas as colinas balançavam de um lado para o outro.
24Vidi montes, et ecce movebantur: et omnes colles conturbati sunt.
25Eu vi, e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu haviam fugido.
25Intuitus sum, et non erat homo: et omne volatile cæli recessit.
26Eu vi, e eis que o campo fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas na presença do SENHOR, diante da sua ira ardente.
26Aspexi, et ecce Carmelus desertus, et omnes urbes ejus destructæ sunt a facie Domini, et a facie iræ furoris ejus.
27Pois assim diz o SENHOR: “Toda a terra será uma desolação; contudo, não a destruirei por completo.
27Hæc enim dicit Dominus: Deserta erit omnis terra, sed tamen consummationem non faciam.
28Por isso a terra pranteará, e os céus em cima escurecerão, porque eu o disse. Eu o planejei, e não me arrependi, nem voltarei atrás.”
28Lugebit terra, et mœrebunt cæli desuper, eo quod locutus sum. Cogitavi, et non pœnituit me, nec aversus sum ab eo.
29Por causa do barulho dos cavaleiros e dos arqueiros, toda cidade foge. Eles entram nos matagais e sobem nas rochas. Todas as cidades são abandonadas, e nenhum homem habita nelas.
29A voce equitis et mittentis sagittam fugit omnis civitas: ingressi sunt ardua, et ascenderunt rupes: universæ urbes derelictæ sunt, et non habitat in eis homo.
30E você, quando for desolada, o que fará? Embora se vista de escarlate, embora se enfeite com ornamentos de ouro, embora aumente os seus olhos com maquiagem, você se embeleza em vão. Os seus amantes a desprezam. Eles buscam a sua vida.
30Tu autem vastata, quid facies? cum vestieris te coccino, cum ornata fueris monili aureo, et pinxeris stibio oculos tuos, frustra componeris: contempserunt te amatores tui; animam tuam quærent.
31Pois ouvi uma voz como a de uma mulher em trabalho de parto, a angústia como a daquela que dá à luz o seu primeiro filho, a voz da filha de Sião, que ofega, que estende as mãos, dizendo: “Ai de mim agora! Pois a minha alma desfalece diante dos assassinos.”
31Vocem enim quasi parturientis audivi, angustias ut puerperæ: vox filiæ Sion intermorientis, expandentisque manus suas: Væ mihi, quia defecit anima mea propter interfectos !]
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