Gênesis
Chapter 44
Bíblia Portuguesa Mundia…
vs Clementine Vulgate…
Aa
Text size
Line width
Verse numbers
Bíblia Portuguesa Mundial (Brazilian Portuguese)
Clementine Vulgate, 1598
1Ele ordenou ao administrador de sua casa, dizendo: “Encha os sacos dos homens com mantimento, o quanto puderem carregar, e coloque o dinheiro de cada homem na boca do seu saco.
1Præcepit autem Joseph dispensatori domus suæ, dicens: Imple saccos eorum frumento, quantum possunt capere: et pone pecuniam singulorum in summitate sacci.
2Coloque a minha taça, a taça de prata, na boca do saco do mais novo, junto com o dinheiro do seu cereal.” Ele fez conforme a palavra que José tinha falado.
2Scyphum autem meum argenteum, et pretium quod dedit tritici, pone in ore sacci junioris. Factumque est ita.
3Assim que amanheceu, os homens foram despedidos, eles e os seus jumentos.
3Et orto mane, dimissi sunt cum asinis suis.
4Quando eles tinham saído da cidade, e ainda não estavam longe, José disse ao seu administrador: “Levante-se, vá atrás dos homens. Quando os alcançar, pergunte a eles: ‘Por que vocês pagaram o bem com o mal?
4Jamque urbem exierant, et processerant paululum: tunc Joseph accersito dispensatore domus, Surge, inquit, et persequere viros: et apprehensis dicito: Quare reddidistis malum pro bono?
5Não é desta taça que o meu senhor bebe, e pela qual ele de fato adivinha? Vocês agiram mal ao fazer isso.’”
5scyphus, quem furati estis, ipse est in quo bibit dominus meus, et in quo augurari solet: pessimam rem fecistis.
6Ele os alcançou e lhes falou estas palavras.
6Fecit ille ut jusserat: et apprehensis per ordinem locutus est.
7Eles lhe disseram: “Por que o meu senhor fala palavras como estas? Longe de seus servos fazerem tal coisa!
7Qui responderunt: Quare sic loquitur dominus noster, ut servi tui tantum flagitii commiserint?
8Eis que o dinheiro que encontramos nas bocas dos nossos sacos, nós trouxemos de volta a você desde a terra de Canaã. Como então roubaríamos prata ou ouro da casa do seu senhor?
8pecuniam, quam invenimus in summitate saccorum, reportavimus ad te de terra Chanaan: et quomodo consequens est ut furati simus de domo domini tui aurum vel argentum?
9Aquele dos seus servos com quem a taça for encontrada, que morra, e nós também seremos escravos do meu senhor.”
9apud quemcumque fuerit inventum servorum tuorum quod quæris, moriatur, et nos erimus servi domini nostri.
10Ele disse: “Agora, seja também conforme as palavras de vocês. Aquele com quem for encontrada será meu escravo; e vocês serão inocentes.”
10Qui dixit eis: Fiat juxta vestram sententiam: apud quemcumque fuerit inventus, ipse sit servus meus, vos autem eritis innoxii.
11Então eles se apressaram, e cada homem desceu o seu saco para o chão, e cada homem abriu o seu saco.
11Itaque festinato deponentes in terram saccos, aperuerunt singuli.
12Ele procurou, começando pelo mais velho e terminando no mais novo. A taça foi encontrada no saco de Benjamim.
12Quos scrutatus, incipiens a majore usque ad minimum, invenit scyphum in sacco Benjamin.
13Então eles rasgaram as suas roupas, e cada homem carregou o seu jumento, e voltaram para a cidade.
13At illi, scissis vestibus, oneratisque rursum asinis, reversi sunt in oppidum.
14Judá e seus irmãos chegaram à casa de José, e ele ainda estava lá. Eles caíram por terra diante dele.
14Primusque Judas cum fratribus ingressus est ad Joseph (necdum enim de loco abierat) omnesque ante eum pariter in terram corruerunt.
15José lhes disse: “Que ação é esta que vocês fizeram? Vocês não sabem que um homem como eu pode de fato adivinhar?”
15Quibus ille ait: Cur sic agere voluistis? an ignoratis quod non sit similis mei in augurandi scientia?
16Judá disse: “O que diremos ao meu senhor? O que falaremos? Como nos justificaremos? Deus descobriu a iniquidade de seus servos. Eis que somos escravos do meu senhor, tanto nós quanto aquele em cuja mão a taça foi encontrada.”
16Cui Judas: Quid respondebimus, inquit, domino meo? vel quid loquemur, aut juste poterimus obtendere? Deus invenit iniquitatem servorum tuorum: en omnes servi sumus domini mei, et nos, et apud quem inventus est scyphus.
17Ele disse: “Longe de mim fazer isso. O homem em cuja mão a taça foi encontrada, esse será meu escravo; mas quanto a vocês, subam em paz para o seu pai.”
17Respondit Joseph: Absit a me ut sic agam: qui furatus est scyphum, ipse sit servus meus: vos autem abite liberi ad patrem vestrum.
18Então Judá se aproximou dele e disse: “Ah, meu senhor, por favor, permita que o seu servo fale uma palavra aos ouvidos do meu senhor, e não deixe a sua ira se acender contra o seu servo; pois você é como o próprio Faraó.
18Accedens autem propius Judas, confidenter ait: Oro, domini mi, loquatur servus tuus verbum in auribus tuis, et ne irascaris famulo tuo: tu es enim post Pharaonem
19O meu senhor perguntou aos seus servos, dizendo: ‘Vocês têm pai ou irmão?’
19dominus meus. Interrogasti prius servos tuos: Habetis patrem aut fratrem?
20Nós dissemos ao meu senhor: ‘Temos um pai, já idoso, e um filho da sua velhice, o mais novo; o irmão dele está morto, e só ele restou de sua mãe; e o seu pai o ama.’
20et nos respondimus tibi domino meo: Est nobis pater senex, et puer parvulus, qui in senectute illius natus est: cujus uterinus frater mortuus est: et ipsum solum habet mater sua, pater vero tenere diliget eum.
21Você disse aos seus servos: ‘Tragam-no para mim, para que eu possa colocar os meus olhos sobre ele.’
21Dixistique servis tuis: Adducite eum ad me, et ponam oculos meos super illum.
22Nós dissemos ao meu senhor: ‘O rapaz não pode deixar o seu pai, pois se ele deixar o seu pai, o seu pai morrerá.’
22Suggessimus domino meo: Non potest puer relinquere patrem suum: si enim illum dimiserit, morietur.
23Você disse aos seus servos: ‘A menos que o seu irmão mais novo desça com vocês, vocês não verão mais o meu rosto.’
23Et dixisti servis tuis: Nisi venerit frater vester minimus vobiscum, non videbitis amplius faciem meam.
24Quando subimos ao seu servo, meu pai, nós lhe contamos as palavras do meu senhor.
24Cum ergo ascendissemus ad famulum tuum patrem nostrum, narravimus ei omnia quæ locutus est dominus meus.
25Nosso pai disse: ‘Voltem e comprem-nos um pouco de mantimento.’
25Et dixit pater noster: Revertimini, et emite nobis parum tritici.
26Nós dissemos: ‘Não podemos descer. Se o nosso irmão mais novo estiver conosco, então desceremos; pois não poderemos ver o rosto do homem, a menos que o nosso irmão mais novo esteja conosco.’
26Cui diximus: Ire non possumus: si frater noster minimus descenderit nobiscum, proficiscemur simul: alioquin illo absente, non audemus videre faciem viri.
27O seu servo, meu pai, nos disse: ‘Vocês sabem que a minha mulher me deu dois filhos.
27Ad quæ ille respondit: Vos scitis quod duos genuerit mihi uxor mea.
28Um saiu de perto de mim, e eu disse: “Certamente foi despedaçado”; e não o vi desde então.
28Egressus est unus, et dixistis: Bestia devoravit eum: et hucusque non comparet.
29Se vocês tirarem também este de mim, e algum mal lhe acontecer, vocês farão descer os meus cabelos brancos com tristeza ao Seol.’
29Si tuleritis et istum, et aliquid ei in via contigerit, deducetis canos meos cum mœrore ad inferos.
30Agora, portanto, quando eu chegar ao seu servo, meu pai, e o rapaz não estiver conosco; visto que a vida dele está ligada à vida do rapaz;
30Igitur si intravero ad servum tuum patrem nostrum, et puer defuerit (cum anima illius ex hujus anima pendeat),
31acontecerá que, quando ele vir que o rapaz não está, ele morrerá. Os seus servos farão descer os cabelos brancos do seu servo, nosso pai, com tristeza ao Seol.
31videritque eum non esse nobiscum, morietur, et deducent famuli tui canos ejus cum dolore ad inferos.
32Pois o seu servo se tornou fiador do rapaz para o meu pai, dizendo: ‘Se eu não o trouxer de volta a você, então levarei a culpa diante do meu pai para sempre.’
32Ego proprie servus tuus sim qui in meam hunc recepi fidem, et spopondi dicens: Nisi reduxero eum, peccati reus ero in patrem meum omni tempore.
33Agora, portanto, por favor, deixe o seu servo ficar no lugar do rapaz como escravo do meu senhor; e deixe o rapaz subir com os seus irmãos.
33Manebo itaque servus tuus pro puero in ministerio domini mei, et puer ascendat cum fratribus suis.
34Pois como subirei ao meu pai, se o rapaz não estiver comigo? Para que eu não veja o mal que sobrevirá ao meu pai.”
34Non enim possum redire ad patrem meum, absente puero: ne calamitatis, quæ oppressura est patrem meum, testis assistam.

Tip: use the ← and → keys to turn chapters.